FOI OU NÃO FOI GOLO?

Situações de dúvida: golo / não golo.

Sob o ponto de vista do árbitro.

Em casos de dúvida, é quase impossível um árbitro detetar se uma bola entrou, totalmente, numa baliza. Porquê?

Porque acompanha a jogada num ângulo diferente, mais afastado daquela zona e sem qualquer possibilidade de aferir – sem margem para quaisquer dúvidas – quando é que é obtido um golo.

Mesmo que ele fique com a sensação que a bola entrou por completo, jamais poderá validar um golo sem certezas (porque nestes casos, o benefício da dúvida é sempre concedido à equipa que defende).

A exceção é o apoio tecnológico (tipo “olho de falcão).

Nos casos em que dispõem dessa ferramenta, podem tomar essa decisão com base na informação que ela fornece.

O problema é que esta tecnologia é muito cara para ser utilizada raramente (este tipo de lances são pouco frequentes). E o custo tem sido mais importante do que o benefício.

 

Sob o ponto de vista do árbitro assistente.

Também para o árbitro assistente esta situação é de análise muito difícil.

Eles estão quase sempre focados na movimentação dos defensores/atacantes (para aferir o fora de jogo) e muito raramente estão sobre a linha da baliza, onde eventualmente poderiam ver se a bola entrava ou não na baliza.

Mas mesmo quando estão alinhados nessa linha (por exemplo, nos pontapés de canto), há situações em que poderão não conseguir ver se houve golo.

Basta que, por exemplo, o guarda-redes esteja de costas para eles quando defende a bola ou que estejam jogadores a tapar o seu campo de visão. Ou seja, que estejam posicionados entre eles e a bola.

 

Sob o ponto de vista do videoárbitro.

Para poder ajudar o árbitro a validar (ou não) um golo nestas condições, os VAR precisam objetivamente de uma de duas ferramentas:

  • Que exista uma câmara televisiva colocada no enfiamento da linha de baliza, num ângulo superior ao do terreno;
  • Que a transmissão televisiva tenha, em direto, uma espécie de tecnologia 3D que lhes permita tomar essa decisão na hora (o que é quase impossível).

Se nada disso estiver ao seu alcance, apenas ficará – quanto muito – com a tal “sensação” que a bola entrou (ou não).

E como sabem, não há golos nem decisões de “sensação”, sobretudo no que diz respeito à video-intervenção.

De cada vez que existir uma situação destas… pensem nisto.

E lembrem-se: um golo destes só pode ser validado quando não houver a mínima dúvida que a bola, realmente, entrou por completo!

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