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	<description>Duarte Gomes</description>
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		<title>O salto para fora do relvado</title>
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				<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 22:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Duarte Gomes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Confesso-vos que hesitei. Hesitei e refleti sobre o desafio que o Alcides Vieira (então Diretor de Informação da SIC Notícias) me lançou. Senti que passar dos relvados para os estúdios</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso-vos que hesitei. Hesitei e refleti sobre o desafio que o Alcides Vieira (então Diretor de Informação da SIC Notícias) me lançou.</p>
<p>Senti que passar dos relvados para os estúdios podia ser um salto demasiado arriscado. Não gostei das sensações interiores que a ideia então me transmitia.</p>
<p>Enquanto estive no ativo, fui sempre um crítico feroz de todas as pessoas que aparentavam sofrer de amnésia seletiva, analisando o trabalho do seus ex-pares com ironia e desdém, como que esquecendo que também elas estiveram daquele lado da barricada, a cometer os mesmos erros e fazer as mesmas coisas. Não queria ser apenas mais um a fazer o mesmo. Mais um a destilar frustração, ressabiamento e pequenez.</p>
<p>Mas sabia que um ex-árbitro que colaborasse com a imprensa jamais poderia escapar ao seu destino óbvio, que era o de entregar a sua experiência e know-how às novas funções.</p>
<p>A análise de lances de jogo é algo que é feito por cá e um pouco por todo o lado. É inevitável e obrigatória nos dias que correm, porque as decisões que os árbitros tomam em campo são parte muito relevante de um espetáculo que vale milhões e que tem mediatismo global. A minha grande dúvida era a saber como encontrar o ponto de equilíbrio perfeito.</p>
<p>Como iria gerir a linha que separava a análise técnica do eventual incentivo à polémica e ao ruído? Como iria abordar as várias decisões de arbitragem sem &#8220;matar&#8221; o decisor, aos olhos da opinião pública? Como iria ser bom profissional, sem aprofundar ainda mais o clima hostil em torno da classe?</p>
<p>Dúvidas e receios. Receios e dúvidas. Uma certeza: o projeto que agarrasse tinha que me permitir fazer mais do que o redundante. Tinha que me permitir acrescentar valor e ir bem além do &#8220;penálti, fora de jogo ou vermelho&#8221;. E a verdade é que permitiu.</p>
<p>Desde que ingressei na SIC e SIC Notícias participei em vários formatos: uns mais orientados para a discussão acalorada e emotiva de situações de jogo, outros de conteúdo mais didático e profilático. Realizámos e produzimos duas séries do programa &#8220;Ó Sr Árbitro&#8221; (filmado em todo o país), acompanhámos campeonatos europeus e mundiais, falámos sobre tecnologia, violência no desporto e ética, apontámos problemas pontuais, sugerimos soluções, debatemos, tentámos somar valor.</p>
<p>Concordámos e discordamos sempre no mesmo tom.</p>
<p>A SIC Notícias tem esta capacidade, a de fazer as coisas com caráter e a de permitir que se trabalhe com base nos melhores valores da vida. Quando as coisas fogem a esse padrão, muda. Reajusta. E recomeça, ainda mais forte e mais sábia.</p>
<p>Não é à toa que é o canal líder de audiências em share e em número de telespectadores. Desde sempre, mas sobretudo em 2020.</p>
<p>Sem prejuízo do que me reservar o futuro próximo, é e será sempre um prazer enorme fazer parte desta grande estação a que chamo de família. A minha segunda família.</p>
<p>Parabéns, SIC Notícias!! Que venham muitos mais aniversários, com o mesmo sucesso e na mesma linha.</p>
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		<title>Vandalismo &#8211; O limite a ser atropelado&#8230; mais uma vez.</title>
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				<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 21:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Duarte Gomes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Mais do mesmo O estabelecimento comercial de Manuel Mota foi vandalizado pela terceira vez em sete anos. Falar das almas perdidas que atiraram as pedras não resolve nada. O que</p>
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<p>Mais do mesmo</p>
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<p>O estabelecimento comercial de Manuel Mota foi vandalizado pela terceira vez em sete anos.</p>
<p>Falar das almas perdidas que atiraram as pedras não resolve nada. O que sabemos nós desses heróis de circunstância? Sabemos que são criaturas mal formadas, sem expressão e de mente diminuída. Sabemos que a sua vida inócua só tem brilho quando afeta negativamente a dos outros. Sabemos que a adrenalina dispara-lhes no sangue quando fazem coisas assim, como esta. No fundo, não passam de uns pobres coitados que devem merecer a nossa complacência e solidariedade.</p>
<p>Esqueçamos o caso concreto &#8211; chamado à colação por ser o exemplo mais recente e infeliz &#8211; e foquemos na questão de fundo: o que leva as pessoas a adotarem comportamentos destes? Será que o tipo que atira o calhau é o único culpado? Será que, às vezes, não estão criadas condições para que atitudes destas aconteçam pontualmente?</p>
<p>Eu acho que sim.</p>
<p>Há dois problemas que o futebol português deve resolver rapidamente: o de terminar com esta infinita sensação de impunidade (para a perceção pública, toda a gente diz o que quer, como e quando quer, sem que a devida sanção seja devidamente dissuadora); e a questão comportamental (mais difícil, porque enraizada no caráter, personalidade e educação de cada um).</p>
<p>E, nesta matéria, há exemplos de sobra que devem ser banidos do jogo, porque o estragam e poluem. Por exemplo, não podemos continuar a ver elementos dos bancos aos saltos, de braços no ar, a vociferar a toda a hora, tudo o que lhes apetece. Já era feio antes, agora é horrível. Não podemos continuar a permitir declarações que, de forma mais ou menos camuflada, insistem em por em causa a verdade desportiva. Não podemos continuar a ter treinadores e dirigentes de instituições respeitáveis a atingirem o carater e dignidade uns dos outros, ora diretamente ora com refinada ironia. Isto é péssimo para a indústria e potencia atos de retaliação cá fora.</p>
<p>Já aqui o disse vezes sem conta: o direito à crítica é inabalável. Os erros grosseiros de todos os intervenientes (todos) devem ser sancionados exemplarmente. Mas a linha que separa essa prerrogativa do prejuízo à imagem do jogo está a ser ultrapassada demasiadas vezes. Pior, está já banalizada. É importante cuidar do resto, mas é fundamental cuidar disto também.</p>
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		<title>OFFTOPIC &#8211; A (FALTA DE) ÉTICA NA VACINAÇÃO</title>
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				<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 21:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Duarte Gomes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>

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<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt/offtopic-a-falta-de-etica-na-vacinacao/">OFFTOPIC &#8211; A (FALTA DE) ÉTICA NA VACINAÇÃO</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt">Kickoff</a>.</p>
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<div class="nH g">Por regra o futebol e, no meu caso, a arbitragem, são o tema central destas crónicas. Essa verdade faria mais sentido hoje, dia de pós-derby (a esse propósito, fica a nota: escrevi este texto &#8220;ontem&#8221;, à hora de almoço, longe de saber o desfecho do jogo de Alvalade).</p>
<div dir="auto">
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<div dir="auto">Mas a verdade é que eu, tal como o caro leitor, vivemos inseridos num contexto ao qual não estamos imunes. Somos parte integrante de uma sociedade e cabe-nos o dever de participar ativamente nela. É precisamente esse posicionamento que me leva ao &#8220;offtopic&#8221; de hoje.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Nos últimos dias tivemos todos a oportunidade de ler, ver e ouvir um conjunto de notícias que davam conta de alegadas irregularidades no processo de vacinação para a Covid-19. E o que todos lemos, vimos e ouvimos é suficiente para fazer corar de vergonha um país que tem muitas coisas boas e muita gente séria. Gente que não merecia que meia dúzia de burlões atropelasse tudo e todos, só para se colocar à frente de quem mais precisa.</p>
<p>Os casos conhecidos são graves, criminosos (sim, são vários os crimes em que incorrem) e revelam, acima de tudo, egoísmo, falta de profissionalismo e uma irresponsabilidade social aterradora.</p>
<p>Para esses sobreviventes, é cada um por si. Um esgoto a céu aberto de condutas desviantes e de podridão moral.</p></div>
<div dir="auto">
Numa altura em que o país está a sofrer na pele as consequências devastadoras do confinamento&#8230; numa altura em que há negócios a fechar, pessoas a desesperar e vidas a partir&#8230; numa altura em que apenas unidos conseguimos superar este pesadelo, é triste perceber que há quem abuse do cargo que ocupa para, de forma leviana ou pelo menos negligente, colocar os seus interesses à frente das suas obrigações profissionais e morais. É triste ver que há quem coloque a sua vida à frente da vida dos outros.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Esta decadência moral não pode ser apenas punida com  demissões nem pode aceitar justificações como aquela em que se jura, em comunicado, que todas as alminhas de segundo plano que foram vacinadas eram afinal prioritárias. É a falta de vergonha no seu expoente máximo.</div>
<div dir="auto">
Isto podia ser só mais uma saloice qualquer se não fosse grave, mas é. É grave, é burla, é fraude. Tem que ser responsabilizado e tem que ser varrido de vez. Nós acreditamos na justiça e, numa altura de urgência, ela não pode vacilar.</p>
<p>A chico-espertice e o nacional porreirismo sempre foram a nossa praia. Há séculos que somos assim: um povo decente, boa gente mas convenhamos, perito em pequenos expedientes. Deixemo-nos de falsos moralismos: quem nunca aproveitou o lugar à frente, quando alguém se distraíu na fila? Quem nunca pediu um favor a um amigo? Quem nunca esperou ter um benefício que, se calhar, não merecia? É como é e é assim. Está-nos no sangue e quando não fere diretamente os outros, quando não causa danos ou prejuízos, quando não contraria a lei&#8230; é censurável mas caramba, não é criminoso.</p>
<p>Isto não. Isto é outro nível de malícia e despudor. Não esqueçamos que por cada pessoa que levou esta dose de forma indevida, há uma de alta prioridade que foi desconsiderada. Há uma uma vida que pode falhar.</p></div>
<div dir="auto">
Tenho muito orgulho em ser português e muito orgulho no meu país. É por isso que tenho nojo de gente assim tão pequenina, tão miserável, tão patética.</p>
<p>Demissão já! Responsabilidade criminal já! De olhos postos e a confiar no bom trabalho do Ministério Público.</p></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">PS &#8211; Nunca será uma questão de ideologia. Nunca será uma questão politico. Será sempre uma questão de caráter e integridade pessoal ou, no caso, da falta de ambos.</div>
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		<title>Preparem-se meus amigos</title>
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				<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 15:50:22 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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<h4 class="title">Preparem-se, meus amigos, porque o vírus vem aí e vem em força: “A culpa não foi nossa, fomos roubados como sempre”</h4>
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<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/03/img_5e611fbe3bcd3.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-arbitro.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">NURPHOTO</p>
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<p>Preparem-se, meus amigos, preparem-se porque o vírus vem aí e vem em força.</p>
<p>O campeonato está ao rubro e a malta dos teclados, comunicados e avenças não tem mãos a medir.</p>
<p>Até meados de maio, haverá trabalho redobrado, horas extra e muitas, muitas noites em branco.</p>
<p>Honra a estes operários de mão suja que, em conjunto com a turminha das redes e com a trupe de coisos que os segue, tentarão acrescentar ao jogo toda uma realidade paralela.</p>
<p>Uma realidade onde não faltarão teorias de conspiração, delírios persecutórios e sequelas do já clássico &#8220;a culpa não foi nossa, fomos roubados como sempre&#8221;.</p>
<p>Honra a tamanha devoção. À devoção de uma causa desviante, produzida e realizada por quem não hesita em vender a alma ao diabo. Não deve ser fácil vestir a pele de mau da fita, mas essa só veste quem quer. Certo?</p>
<p>E perguntam-me vocês: tanto trabalho para quê? Bem&#8230; para poluir, confundir e baralhar. Para chatear, perturbar e incendiar. <em>What else is new?</em></p>
<p>Lá fora, nos campeonatos maiores, acontece exatamente a mesma coisa: os grandes colossos do futebol europeu e mundial usam exatamente a mesma estratégia e com os mesmos fins (<em>LOL</em>&#8230; não resisti, peço desculpa).</p>
<p>Por cá, prevejo (com pessimismo acentuado) a escalada do &#8220;vale tudo&#8221;, onde a guerra de palavreado &#8211; imune às cócegas de um regulador de mãos atadas &#8211; irá sustentar-se numa criatividade cada vez mais perversa, mesquinha e maliciosa.</p>
<p>Uma criatividade que corre o sério risco de vencer a única verdade que devia prevalecer: a que acontece dentro das quatro linhas, nos noventa minutos de jogo.</p>
<p>As odes ao populismo e os incentivos à perturbação são formas seculares de atuação, mas a verdade é que mantêm a eficácia dos velhos tempos: é que o Zé Povinho tende a agarrar muito mais o que lê, vê e ouve do que o que intui, deduz e pensa pela sua própria cabeça. É estranho, não é?</p>
<p>Pelo meio, haverá naturalmente quem distinga ficção de realidade, insanidade de verdade. Esses serão sempre alvos a abater. É que o pessoal dos qwerts, baits, tablets e PCs não está habituado ao contraditório nem gosta do atrevimento. Está habituado a expor mas detesta ser exposto. É chato.</p>
<h4>BEM, MAS SENDO ASSIM, O QUE VEM AÍ ENTÃO?</h4>
<p>Mais do mesmo: discursos bélicos, parada e resposta e puro incentivo ao ódio, disparados para o inimigo de sempre e justificado nos suspeitos do costume. Tudo, claro, assente num discurso moralista e orientado para a &#8220;verdade desportiva&#8221; (sai mais um<em> LOL</em>?).</p>
<p>Venham então daí as lengalengas sobre os penáltis mal assinalados (para os outros) e os que ficaram por assinalar (a favor).*</p>
<p>*Nota: não confundir com os penáltis atirados para as nuvens ou com aqueles que os postes devolveram, porque esses não são erros relevantes para o resultado, são coisas que acontecem a qualquer um.</p>
<p>Venham daí os vermelhos por exibir (aos outros) e os vermelhos mal exibidos (aos nossos).**</p>
<p>**Nota: não confundir com condutas grosseiras, entradas violentas ou palavrões ordinários que escaparam à punição, porque essas não são falhas relevantes, o homem também não pode ver tudo.</p>
<p>Venham daí os amarelos mal mostrados (aos nossos) ou os que ficaram por exibir (aos outros).***</p>
<p>***Nota: não confundir com reincidência de infrações, cotoveladas malandras, protestos desvairados e condutas irresponsáveis que escaparam ao juiz, porque esses equívocos fazem parte e só não erra quem não toma decisões.</p>
<p>Venham daí as contas sobre pontos mal perdidos (a favor) ou pontos mal ganhos (pelos outros).****</p>
<p>****Nota: não confundir com empates/derrotas por falhanços inacreditáveis, auto-golos evitáveis, frangos épicos, passes errados, falhas primárias e má abordagem tática, porque essas não são coisas realmente impactantes, são pequenas falhas inerentes à condição humana.</p>
<p>Ah, futebol, futebol&#8230; como tu és único.</p>
<p>Sentem-se na fila da frente. Comprem pipocas e aguardem uns dias. O filme está quase, quase a (re)começar. Na falta de melhor, é ver este. Outra e outra vez.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicada na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2020-03-04-Preparem-se-meus-amigos-porque-o-virus-vem-ai-e-vem-em-forca-A-culpa-nao-foi-nossa-fomos-roubados-como-sempre?fbclid=IwAR2-VGnuIe0q8xvMd6mfAdTxTerHtRcVdH4bz8qKxDwrz2Fj3x-w8wzj1Z8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Tribuna Expresso</em></a>.</p>
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		<title>Corruptos não, irresponsáveis</title>
		<link>https://kickoff.pt/corruptos-nao-irresponsaveis/</link>
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				<pubDate>Wed, 04 Mar 2020 15:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[upgrade]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Um comentador de arbitragem com espaço de opinião como o que tenho o privilégio de ter nesta página de &#8220;A Bola&#8221;, não pode nem deve escusar-se a falar do assunto</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Um comentador de arbitragem com espaço de opinião como o que tenho o privilégio de ter nesta página de &#8220;A Bola&#8221;, não pode nem deve escusar-se a falar do assunto que voltou à agenda do dia. Refiro-me à história dos kits/vouchers com camisola e refeições de oferta. E estendo essa reflexão às prendas que, de um modo geral, são oferecidas a árbitros e a outros agentes desportivos.</p>
<p>Nota pessoal: tenho centenas de camisolas dadas por clubes nacionais e internacionais. Além dessas, tenho troféus, medalhas, pratos, copos, placas e muitas outras recordações (umas mais, outras menos valiosas) &#8220;arquivadas&#8221; no baú das minhas memórias e expostas numa montra da minha sala. São o património físico de uma carreira no futebol, que mostro, com orgulho e desinteresse, a todos os que vão lá a casa.</p>
<p>Como sabem, esta prática &#8211; de &#8220;cortesia aceitável&#8221; &#8211; existe em todas as ligas e competições, não só no futebol, mas no desporto em geral. É considerada uma forma de &#8220;saber receber&#8221; e está balizada por um valor aceite como razoável e ético. Os políticos fazem o mesmo nas suas visitas de Estado. Certo.</p>
<p>O famoso &#8220;Kit Eusébio&#8221;, que eu também recebi em tempos, não tinha nenhuma nota adicional a pedir algo em troca. A camisola que o Sporting um dia me ofereceu (com o meu nome nas costas) ou a que recebi do FC Porto, numa Final da Taça de Portugal, também não. Obviamente. Porque seria insano pensar-se que uma instituição de bem tenta subornar alguém desse modo. Pior. Seria de doidos pensar que alguém se venderia por uma peça de roupa ou por um repasto bem aviado.</p>
<p>Não faço juízos de valor sobre intenções alheias, mas sei &#8211; porque não sou parvo &#8211; que nenhuma das &#8220;prendas&#8221; que me ofereceram enquanto árbitro pressuponha algo mais do que um gesto de bom anfitrião.</p>
<p>No que diz respeito ao caso em apreço, a justiça desportiva já se pronunciou e a civil fá-lo-á nos moldes que entender mais justos e adequados. Aguardemos com serenidade.</p>
<p>O que realmente me irrita, no meio disto tudo, são os tiros nos pés dados pela minha &#8220;malta&#8221;. Mais concretamente, o facto de meia dúzia de árbitros, árbitros assistentes e afins não terem resistido à tentação provinciana de comer de borla. Como se não ganhassem o suficiente para irem ao mesmo restaurante (ou a outro qualquer) e pagar a conta do seu bolso.</p>
<p>Isso aborrece-me. Aborrece-me muito, porque eles sabem melhor do que ninguém que, nestas andanças, o melhor é evitar o pior. É não se pôr a jeito. No futebol, não basta ser. Nunca basta ser.</p>
<p>Aproveitar uma oferta de cortesia para encher a barriga sem gastar um cêntimo é o expoente máximo da falta de sensatez. É abuso puro. É a demonstração que há, por aí, gente sem dois dedos de testa, capaz de se deslumbrar por tudo e por nada. Gente que nos envergonha a todos, por não saber resistir a uma pequena vaidade, altamente insensata nos dias que correm.</p>
<p>O pior é que o nome de todos não merece ser confundido com a estupidez momentânea de uns quantos e essa é a parte que convém esclarecer rapidamente. Somos todos sérios, mas não somos todos burros.</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>O país está infetado por um vírus</title>
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				<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 18:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[upgrade]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>O país está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação. Está tudo tão podre que tresanda. Muito raramente me ouviram falar sobre assuntos</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<header class="articleHeader">
<h5 class="title">O país está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação. Está tudo tão podre que tresanda.</h5>
<h5 class="lead">Muito raramente me ouviram falar sobre assuntos que não estejam relacionados com futebol e há algumas razões para isso: não gosto de me pronunciar sobre temas que não domino em profundidade; sei que uma opinião mal interpretada será mais depressa utilizada como arma de arremesso do que como instrumento de reflexão; e penso que o advento galopante das redes sociais já fez emergir um número considerável de &#8220;Achistas&#8221; e &#8220;Tudólogos&#8221;. Já há gente a mais a achar que sabe demais. Sendo essa a regra, há momentos de exceção e este é um deles.</h5>
</header>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p>Sou um cidadão português daqueles genuínos, que tem orgulho no seu país e nas mil e uma qualidades que o caracterizam. Dá-me gozo ver turistas a falar deste nosso cantinho como se ele fosse particularmente especial. Porque, de facto, é.</p>
<p>Confesso. Arrepia-me forma como se referem ao nosso mar e comida, à beleza natural das nossas encostas e à luz imensa das suas cidades, à gastronomia e ao bom vinho, à temperatura e à simpatia do nosso povo. Gosto quando nos dizem que somos pessoas boas e de bem e que, por cá, a sensação é de paz permanente, de segurança e de bem-estar.</p>
<p>“Qualidade de vida”, repetem vezes sem conta. “Qualidade de vida”.</p>
<p>Aos olhos de um mar de gente, Portugal é distinto e mágico. Portugal é belo e perfeito. Portugal é tudo. Só que não.</p>
<p>Para quem vive cá, há a noção crescente que as coisas não são como parecem. A face mais feia e visível dessa constatação é a ideia de corrupção crescente que parece reproduzir-se um pouco por todo o lado.</p>
<p>Essa onda de criminalidade, que parece agora ser moda mas em mau, não tem um rosto definido. Não é palpável. Não se vê. Mas tal como o vento, sabemos que existe. Basta senti-la e cheira-la. Basta intui-la.</p>
<p>Os sinais estão todos no ar, a sussurrar-nos diariamente que há um número considerável de coisas desajustadas, de pessoas gulosas e de estratagemas maliciosos.</p>
<p>Não se trata de pensar de forma negativa ou de ser alarmista. Não alinho em teorias de conspiração ou em cabalas de espécie alguma. Mas esta é, de facto, a verdade dos factos e só alguém demasiado lírico ou romântico é que não a enxerga.</p>
<p>O número galopante de &#8220;casos de polícia&#8221; é assustador, tendo em conta um universo tão pequeno como o nosso. E não. Não me refiro às Rosas Grilo da vida nem às claques desvairadas que partem tudo nos estádios. Não me refiro, sequer, às drogas e armas que se vão encontrando em bairros complicados ou às rixas pontuais que acontecem à porta de discotecas.</p>
<p>Refiro-me à caça grossa. Aos tubarões da nossa praça. Aos banqueiros e empresários, aos políticos e magistrados e a todos aqueles que têm, em mãos, mais poder do que deviam, podiam e mereciam.</p>
<p>É certo e sabido que em todas essas esferas portentosas moram homens e mulheres decentes, profissionais dignos e pessoas sérias, honestas e de bem. E é nesses que reside a esperança. A esperança que, um por um, consigam atirar para uma cela minúscula todos os pequenos monstros que circulam impunes, a sujar o nome de um povo e a beleza de um país.</p>
<p>E porque o fazem, perguntamo-nos? Por muito pouco. Poucochinho. Para, durante uns tempos, terem uma mão cheia de poder e um bolso recheado de notas. Como se isso fosse preencher o vazio enorme de serem uns labregos de alma cinzenta, desprovida de moral, valor e valores. Podem até ser ricos e poderosos, mas coitados&#8230; serão sempre pobres e impotentes.</p>
<p>O certo é que, por força dessa maré emergente de papões engravatados, as pessoas estão cada vez mais tristes, revoltadas e descrentes.</p>
<p>São poucos os que acreditam na justiça da justiça. A nossa perceção, a perceção pública, está triste, conformada e rendida.</p>
<p>Está atrás das grades o &#8220;ladrão que roubou o feijão&#8221; e está a morar na mansão o corrupto que engoliu o bilião. Está a negociar a penhora o cidadão que falhou a prestação e está no paraíso fiscal o milionário que não declarou um tostão.</p>
<p>É o mundo invertido. A verdade de pernas para o ar. A justiça atropelada, esmagada, desfeita.</p>
<p>Há ex-governantes que furtaram milhões e que se passeiam à luz do dia. Há &#8220;Donos Disto Tudo&#8221; que subtraíram as poupanças de uma vida de milhares de pessoas decentes. Andam por aí, soltinhos, a usufruir das dezenas de milhares de euros de reforma mensal. Há fugas de informação estratégicas que partem dos únicos sítios onde nunca poderiam partir. Há delitos graves cometidos por forças da autoridade, magistrados e agentes com responsabilidades. Há cenários apocalípticos em autarquias, instituições e empresas públicas, onde se evidenciam promiscuidades familiares, facilitação de concursos e desvios de fundos públicos. Há adulteração sistemática das regras. Há subornos e aliciamentos a toda a hora, em todo o lado. Há épicas fugas ao fisco. Há leviandade burocrática na análise de processos importantes. Há recursos e mais recursos até que as prescrições vençam e os vigaristas se safem. Há todo um emaranhado de conivências e delinquência, perpetuado por pessoas com cargos de topo e ética de soalho.</p>
<p>Está tudo tão podre que tresanda.</p>
<p>Portugal, o país maravilha que muitos veneram e que nós tantos amamos, está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação.</p>
<p>Nós não somos uma fraude mas vivemos entre muitas pequenas fraudes.</p>
<p>É preciso muita coragem para mudar e a mudança acontece com a denúncia e investigação, com a exposição, o julgamento e a condenação.</p>
<p>Portugal é mais, muito mais do que meia dúzia de trafulhas. Tal como não foram outros antes, também não serão estes agora a sujar séculos e séculos de grandeza histórica e imagem límpida.</p>
<p>Era o que faltava&#8230;</p>
</div>
<p>Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/cronica/2020-02-26-O-pais-esta-infetado-por-um-virus-que-nao-afeta-o-pulmao-mas-destroi-toda-uma-nacao.-Esta-tudo-tao-podre-que-tresanda?fbclid=IwAR2wvr-oNJsbq7LfcoBKH4k4gtp6KiEkPu8l7vjVVKLUl4E5gCclqHM0Uws" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tribuna Expresso</a>.</p>
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		<title>Há mais malandros por aí&#8230;</title>
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				<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 18:20:20 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Jackson Martinez sofreu falta para penálti, cometida por Uribe. O médio do FC Porto quis jogar a bola, mas a abordagem foi mal calculada. Cometeu aí erro importante, com possível</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Jackson Martinez sofreu falta para penálti, cometida por Uribe. O médio do FC Porto quis jogar a bola, mas a abordagem foi mal calculada. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>O avançado do Portimonense executou depois o pontapé mas de forma defeituosa. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Num outro jogo do Dragão (clássico), Rúben Dias teve momento de infelicidade, introduzindo a bola na sua baliza. Ao fazê-lo, &#8220;ofereceu&#8221; golo ao adversário direto na luta pelo título. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Pepe, no mesmo jogo, falhou golo de &#8220;baliza aberta&#8221;, frente a Vlachodimos: o internacional português cabeceou sem oposição e partindo de posição legal. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Anteontem, Ricardo Costa, experiente central do Boavista, teve abordagem excessiva sobre Plata, na área do Sporting. O defesa do Boavista fez falta passível de pontapé de penálti e arriscou a expulsão pela forma como entrou sobre o adversário. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Ainda no jogo deste domingo, no Porto, Willyan tocou primeiro no pé esquerdo de Zé Luis e só depois na bola. A seguir ainda pisou, involuntariamente, o pé do avançado caboverdiano. Tudo isto dentro da sua área. A jogada devia ter sido punida com castigo máximo. O defesa algarvio cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Na semana anterior, em Vila do Conde, Neto (também na sua área) intercetou, com o braço, remate à baliza de Lucas Piazon. A ação foi faltosa e devia ter sido sancionada com penálti favorável ao Rio Ave. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Há umas semanas, Gabriel acertou, de forma grosseira, com a sola da bota na perna de um adversário (Fábio Martins, do Braga). A infração tinha tudo para ser punida com vermelho direto, deixando os encarnados em inferioridade numérica. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Além destes equívocos, todas as jornadas ocorrem centenas de outros, em todos os jogos: más opções táticas, entradas violentas, protestos excessivos, encostos &#8220;cara a cara&#8221;, substituições infelizes, golos fáceis falhados, guarda-redes (muito) mal batidos, penáltis infantis, mau comportamento nos bancos técnicos, amarelos desnecessários, vermelhos evitáveis, enfim&#8230; um mundo infinito de erros de casting, cometidos por profissionais de primeira linha. Por craques da nossa Liga maior. Certo é que nenhum faz de propósito. Nenhuma é ladrão. Nenhum está comprado. Nenhum é desonesto. Nenhum serve interesses obscuros. Nenhum age premeditadamente. E nenhum é, necessariamente, incompetente.</p>
<p>O futebol é isto mesmo. Sabe-o quem está lá dentro, a suar as estopinhas e a dar o litro.</p>
<p>Era só isto.</p>
<p>Quanto ao tempo, é melhor prevenir: diz que chove.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>Marega e o mote para a reflexão</title>
		<link>https://kickoff.pt/marega-e-o-mote-para-a-reflexao/</link>
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				<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 11:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[upgrade]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>A recente atitude de Marega, acertada e corajosa, despertou-nos para uma realidade maior. É importante que esse episódio permaneça vivo nas nossas memórias, porque ele projeta-nos para outra dimensão, mais</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt/marega-e-o-mote-para-a-reflexao/">Marega e o mote para a reflexão</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt">Kickoff</a>.</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>A recente atitude de Marega, acertada e corajosa, despertou-nos para uma realidade maior.</p>
<p>É importante que esse episódio permaneça vivo nas nossas memórias, porque ele projeta-nos para outra dimensão, mais abrangente e preoupante. Para uma que todos conhecemos e, na verdade, todos escolhemos ignorar.</p>
<p>É que a desigualdade racial é apenas o rosto visível de muitas outras que proliferam, há décadas, na nossa sociedade. Há as relativas ao género e classes sociais, ao credo e religião, à orientação sexual e até às &#8220;diferenças&#8221; fisico-motoras ou mentais.</p>
<p>Quase sem noção, tratamos de forma diferente quem é, na essência, exatamente igual a nós. Esta hipocrisia só passará em momentos como este, em que nos consciencializamos que ela existe e deve ser pensada e travada.</p>
<p>Deixem-me pegar na questão racial para vos dar alguns exemplos, relativos apenas ao território nacional:</p>
<p>&#8211; 1 em cada 73 áfrico-descendentes está encarcerado. Esse número, em proporção, é 10 vezes superior ao que acontece com indivíduos de &#8220;cor branca&#8221;;</p>
<p>&#8211; 3 em cada 5 senhorios prefere arrendar casa a brancos. O mesmo aplica-se à venda de imóveis. A diferença estende-se  até ao comportamento de alguns intermediários que agendam (ou não) visitas, em função da cor da pele;</p>
<p>&#8211; As condições de habitação são 7 vezes piores para os indivíduos de raça &#8220;negra&#8221;. Um elevado número de PALOP vive até de forma segregada (em bairros ou comunidades com outros afro-descendentes).</p>
<p>&#8211; As dificuldades de acesso à nacionalidade portuguesa é, muitas vezes, superior à que têm outros cidadãos (por exemplo, da União Europeia). Esse constrangimento aplica-se até a indivíduos nascidos em Portugal, que continuam a ser considerados &#8220;estrangeiros&#8221;;</p>
<p>&#8211; A &#8220;mulher negra&#8221; está claramente sub-representada face à &#8220;mulher branca&#8221;. Raramente ocupa os mesmos e tem, quase sempre, funções pouco qualificadas e/ou mal remuneradas;</p>
<p>&#8211; Na devida proporção, a dificuldade de acesso ao mercado laboral é maior para as pessoas com pele escura. A título de exemplo, um desafio: contem quantos treinadores &#8220;de cor&#8221; estão, neste momento, a trabalhar em equipas portuguesas. Depois, na devida proporção, comparem com os de cor branca. Se quiserem, façam o mesmo exercício em relação às maiores ligas do planeta;</p>
<p>&#8211; As pessoas &#8220;escuras&#8221; recebem, em média, menos 103€ do que as &#8220;brancas&#8221;, fazendo exatamente a mesma coisa. Ocupando o mesmo cargo;</p>
<p>&#8211; A desigualdade de tratamento nas escolas (da primária à faculdade) é grande. Os alunos PALOP chumbam 3X mais do que os caucasianos e ocupam mais vezes as filas do fundo da sala (!). Brincam quase sempre entre eles, raramente com &#8220;outros&#8221; meninos. O mesmo acontece ao nível dos namoricos inter-raciais: são pouco frequentes.</p>
<p>Alguns destes dados resultam de um estudo estatístico/acervo compilado, há não muito tempo, pelo jornal &#8220;Público&#8221;. Assentou em bases sólidas e verificadas.</p>
<p>Para terminar, uma pergunta simples: quantos amigos afro-descendentes têm? Daqueles do peito, com quem passam férias, fazem negócios e dão a honra de ser padrinhos dos vossos filhos?</p>
<p>Exato. Tanto que temos para evoluir nesta nossa débil humanidade&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>Recrutar lá fora</title>
		<link>https://kickoff.pt/recrutar-la-fora/</link>
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				<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 14:46:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>O Benfica lançou a ideia de recrutar, para os seus jogos e jogos do FCP, árbitros estrangeiros até ao final da época. O repto não é novo (a ideia de</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>O Benfica lançou a ideia de recrutar, para os seus jogos e jogos do FCP, árbitros estrangeiros até ao final da época. O repto não é novo (a ideia de intercâmbio foi lançada por Vitor Pereira) e é prática recorrente em campeonatos de reputada categoria como o nosso. É assim, por exemplo, no Irão, Arábia Saudita, Bahrein, Grécia, Qatar, entre outros. Na prática, isso tem acontecido não para permitir enriquecimento e partilha mútua de experiências &#8211; o espírito subjacente ao tal intercâmbio &#8211; mas porque os responsáveis dessas ligas entendem que os seus árbitros não têm maturidade, experiência competitiva ou, pior, idoneidade/seriedade para arbitrar os seus jogos.</p>
<p>A ideia não me choca (de todo), tal como o seu oposto: e se os árbitros portugueses &#8220;exigirem&#8221; o mesmo? Arbitrar apenas clubes estrangeiros? Claro que, por uma questão de equidade e adaptação, apenas aqueles de idêntica média qualitativa. Mas, honestamente, não me chocava ver jogos do Ludogorets, Maribor ou Qarabag dirigidos pelos nossos juízes.</p>
<p>Seria &#8220;win, win&#8221;, reparem: as equipas portuguesas &#8211; as dezoito, porque numa competição igual não pode haver tratamento desigual &#8211; passariam a ter arbitragens perfeitas, de integridade imaculada e totalmente imunes à pressão. Já os nossos árbitros enriqueceriam o seu currículo, cresceriam em experiência e jamais se chateariam por ofensas dirigidas em búlgaro, azeri ou esloveno.</p>
<p>A ideia podia até estender-se a outros níveis. Porque não também um intercâmbio de adeptos? Mandávamos para Londres e Manchester os que atacam o próprio clube, atropelam e matam pessoas, atiram petardos e tochas, partem e arremessam cadeiras, vandalizam casas, carros e estabelecimentos comercias, penduram bonecos de árbitros e jogadores em viadutos, dão pontapés em dirigentes, invadem centros de estágio, agridem atletas e árbitros, cospem, humilham e coagem meninas com apenas 16 anos, partem e destróem tudo por onde passam, lançam o pânico em permanência e (só um segundo, para recuperar o fôlego) recebíamos em troca aqueles que a Sra Thatcher e a FA conseguiram domesticar com medidas firmes, corajosas e musculadas. Seria giro, não seria?</p>
<p>Esperem, esperem. E se também trocássemos de jogadores? Despachávamos os que se atiram para o chão a toda a hora e que dão porrada de propósito, os que se agarram à cara quando sofrem toques nos braços, os que potenciam conflitos em permanência, os que protestam, esbracejam e barafustam sistematicamente, os que rodeiam e coagem árbitros e árbitros assistentes, os que fazem faltas violentas e mergulham para as áreas. Ficávamos só com os profissionais de verdade (são muitos, felizmente).</p>
<p>A única coisa que eu não trocaria era de responsáveis, departamentos de comunicação, empresários, agentes e afins. Deus me livre. Por aí estamos muito bem servidos, temos os melhores do mundo. Seria um disparate (um crime até) ambicionar mais e melhor.<br />
Haja limites.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>As lições da vida</title>
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				<pubDate>Wed, 29 Jan 2020 16:45:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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								<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que o universo volta a recordar-nos da fragilidade da nossa existência: por mais diferentes que sejamos na cor, credo ou religião, todos começamos e todos terminamos. Somos finitos e essa verdade aplica-se a ricos e pobres, poderosos e plebeus, doutores e analfabetos.</p>
<p>A reação do homem a esta realidade incontornável, varia. Há quem viva sem pensar no fim. Há quem viva sem pensar noutra coisa. Depende da nossa saúde física, mental e emocional, da nossa personalidade e da forma como nos corre a vida a cada momento.</p>
<p>Quanto ao sentido de tudo isto, bem&#8230; não o compreendemos. Quando um velhinho perde a vida, a dor é grande mas há nela um sentimento suavizado pela natureza das coisas. Há um adeus dorido mas grato, calmo, de aceitação. Mas quando alguém parte &#8220;na flor da idade&#8221; ou de forma brusca e inesperada, a angústia é outra. O choque derruba-nos, manda-nos ao tapete. A proximidade com a tragédia ameaça-nos, leva-nos ao sofrimento por contágio, à identificação receosa. É uma dor diferente para pior.</p>
<p>O caso de Kobe Bryant &#8211; um gigante bem maior do que o tamanho dos seus feitos &#8211; é apenas o exemplo recente de uma partida prematura.</p>
<p>Há uma semana, Paulo Gonçalves &#8211; homem de valores mil, com coração brilhante e alma perfeita &#8211; tinha sido traído pelas areias trapaceiras de um deserto que o fascinava. Partiu a fazer o que mais amava, onde mais gostava. Uma tragédia pincelada de uma ironia quase tão perfeita como ele.</p>
<p>Poucos dias antes, o jovem hoquista Énio Abreu (GR do Paço d&#8217;Arcos) sucumbiu a uma infeção generalizada, resultante de uma gripe transformada em pneumonia. Tinha apenas dezanove anos e, pela frente, um mundo cheio de sonhos e ilusões.</p>
<p>Estou convencido que estas &#8220;maldades&#8221; encerram mensagem importante, que devemos decifrar com a distância dos sensatos e o saber dos sábios: a vida, por ser finita, é para ser bem vivida.</p>
<p>Tudo tem um princípio e um fim. Não aproveitar o &#8220;intervalo&#8221; é um ato de suprema estupidez e ignorância.</p>
<p>Viver bem a vida é desvalorizar o acessório e priorizar o essencial. O acessório é quase sempre material, o essencial quase sempre pessoal.</p>
<p>Viver bem a vida é procurar ser feliz, fazendo a felicidade dos outros. É respeitar-se, respeitando os outros. É coabitar em harmonia, sem mentiras, crimes ou conflitos. É conhecer, explorar e viajar. É partilhar, dar e receber. É apoiar, aconselhar e ouvir. É fazer o que está certo, mesmo quando é mais tentador fazer o que está errado. É ser grande no exemplo. É deixar um legado de valores. Uma impressão digital distinta. Uma herança que orgulhe quem vem depois.</p>
<p>No desporto, como na vida, há gente muito boa, que vive com a certeza que o rumo é só um&#8230; e há gente perdida, que se acha achada e que vive com moral deturpada, ideias desarranjadas e metas desviadas.</p>
<p>A gula insaciável por poder, o encosto fácil, a subserviência ao mais forte, a ganância desmesurada, a ambição financeira, o engano, egoísmo e falsidade constantes são a ilusão temporária de uma realidade irreal. Surreal até. E tudo para quê? Para meia dúzia de euros a mais, um tacho bem sucedido, o reconhecimento de uns quantos iguais? Um dia tudo termina sem glória, sem graça nem honra. Viver assim não é viver de verdade. É sobreviver na mentira uma vida inteira.</p>
<p>Obrigado, mas não, obrigado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jornal A Bola</em></a></p>
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