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	<title>JORNAL A BOLA &#8211; Kickoff</title>
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	<description>Duarte Gomes</description>
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		<title>Vandalismo &#8211; O limite a ser atropelado&#8230; mais uma vez.</title>
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				<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 21:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Duarte Gomes]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[<p>Mais do mesmo O estabelecimento comercial de Manuel Mota foi vandalizado pela terceira vez em sete anos. Falar das almas perdidas que atiraram as pedras não resolve nada. O que</p>
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<p>Mais do mesmo</p>
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<p>O estabelecimento comercial de Manuel Mota foi vandalizado pela terceira vez em sete anos.</p>
<p>Falar das almas perdidas que atiraram as pedras não resolve nada. O que sabemos nós desses heróis de circunstância? Sabemos que são criaturas mal formadas, sem expressão e de mente diminuída. Sabemos que a sua vida inócua só tem brilho quando afeta negativamente a dos outros. Sabemos que a adrenalina dispara-lhes no sangue quando fazem coisas assim, como esta. No fundo, não passam de uns pobres coitados que devem merecer a nossa complacência e solidariedade.</p>
<p>Esqueçamos o caso concreto &#8211; chamado à colação por ser o exemplo mais recente e infeliz &#8211; e foquemos na questão de fundo: o que leva as pessoas a adotarem comportamentos destes? Será que o tipo que atira o calhau é o único culpado? Será que, às vezes, não estão criadas condições para que atitudes destas aconteçam pontualmente?</p>
<p>Eu acho que sim.</p>
<p>Há dois problemas que o futebol português deve resolver rapidamente: o de terminar com esta infinita sensação de impunidade (para a perceção pública, toda a gente diz o que quer, como e quando quer, sem que a devida sanção seja devidamente dissuadora); e a questão comportamental (mais difícil, porque enraizada no caráter, personalidade e educação de cada um).</p>
<p>E, nesta matéria, há exemplos de sobra que devem ser banidos do jogo, porque o estragam e poluem. Por exemplo, não podemos continuar a ver elementos dos bancos aos saltos, de braços no ar, a vociferar a toda a hora, tudo o que lhes apetece. Já era feio antes, agora é horrível. Não podemos continuar a permitir declarações que, de forma mais ou menos camuflada, insistem em por em causa a verdade desportiva. Não podemos continuar a ter treinadores e dirigentes de instituições respeitáveis a atingirem o carater e dignidade uns dos outros, ora diretamente ora com refinada ironia. Isto é péssimo para a indústria e potencia atos de retaliação cá fora.</p>
<p>Já aqui o disse vezes sem conta: o direito à crítica é inabalável. Os erros grosseiros de todos os intervenientes (todos) devem ser sancionados exemplarmente. Mas a linha que separa essa prerrogativa do prejuízo à imagem do jogo está a ser ultrapassada demasiadas vezes. Pior, está já banalizada. É importante cuidar do resto, mas é fundamental cuidar disto também.</p>
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		<title>Corruptos não, irresponsáveis</title>
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				<pubDate>Wed, 04 Mar 2020 15:32:30 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Um comentador de arbitragem com espaço de opinião como o que tenho o privilégio de ter nesta página de &#8220;A Bola&#8221;, não pode nem deve escusar-se a falar do assunto</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Um comentador de arbitragem com espaço de opinião como o que tenho o privilégio de ter nesta página de &#8220;A Bola&#8221;, não pode nem deve escusar-se a falar do assunto que voltou à agenda do dia. Refiro-me à história dos kits/vouchers com camisola e refeições de oferta. E estendo essa reflexão às prendas que, de um modo geral, são oferecidas a árbitros e a outros agentes desportivos.</p>
<p>Nota pessoal: tenho centenas de camisolas dadas por clubes nacionais e internacionais. Além dessas, tenho troféus, medalhas, pratos, copos, placas e muitas outras recordações (umas mais, outras menos valiosas) &#8220;arquivadas&#8221; no baú das minhas memórias e expostas numa montra da minha sala. São o património físico de uma carreira no futebol, que mostro, com orgulho e desinteresse, a todos os que vão lá a casa.</p>
<p>Como sabem, esta prática &#8211; de &#8220;cortesia aceitável&#8221; &#8211; existe em todas as ligas e competições, não só no futebol, mas no desporto em geral. É considerada uma forma de &#8220;saber receber&#8221; e está balizada por um valor aceite como razoável e ético. Os políticos fazem o mesmo nas suas visitas de Estado. Certo.</p>
<p>O famoso &#8220;Kit Eusébio&#8221;, que eu também recebi em tempos, não tinha nenhuma nota adicional a pedir algo em troca. A camisola que o Sporting um dia me ofereceu (com o meu nome nas costas) ou a que recebi do FC Porto, numa Final da Taça de Portugal, também não. Obviamente. Porque seria insano pensar-se que uma instituição de bem tenta subornar alguém desse modo. Pior. Seria de doidos pensar que alguém se venderia por uma peça de roupa ou por um repasto bem aviado.</p>
<p>Não faço juízos de valor sobre intenções alheias, mas sei &#8211; porque não sou parvo &#8211; que nenhuma das &#8220;prendas&#8221; que me ofereceram enquanto árbitro pressuponha algo mais do que um gesto de bom anfitrião.</p>
<p>No que diz respeito ao caso em apreço, a justiça desportiva já se pronunciou e a civil fá-lo-á nos moldes que entender mais justos e adequados. Aguardemos com serenidade.</p>
<p>O que realmente me irrita, no meio disto tudo, são os tiros nos pés dados pela minha &#8220;malta&#8221;. Mais concretamente, o facto de meia dúzia de árbitros, árbitros assistentes e afins não terem resistido à tentação provinciana de comer de borla. Como se não ganhassem o suficiente para irem ao mesmo restaurante (ou a outro qualquer) e pagar a conta do seu bolso.</p>
<p>Isso aborrece-me. Aborrece-me muito, porque eles sabem melhor do que ninguém que, nestas andanças, o melhor é evitar o pior. É não se pôr a jeito. No futebol, não basta ser. Nunca basta ser.</p>
<p>Aproveitar uma oferta de cortesia para encher a barriga sem gastar um cêntimo é o expoente máximo da falta de sensatez. É abuso puro. É a demonstração que há, por aí, gente sem dois dedos de testa, capaz de se deslumbrar por tudo e por nada. Gente que nos envergonha a todos, por não saber resistir a uma pequena vaidade, altamente insensata nos dias que correm.</p>
<p>O pior é que o nome de todos não merece ser confundido com a estupidez momentânea de uns quantos e essa é a parte que convém esclarecer rapidamente. Somos todos sérios, mas não somos todos burros.</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>Há mais malandros por aí&#8230;</title>
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				<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 18:20:20 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Jackson Martinez sofreu falta para penálti, cometida por Uribe. O médio do FC Porto quis jogar a bola, mas a abordagem foi mal calculada. Cometeu aí erro importante, com possível</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Jackson Martinez sofreu falta para penálti, cometida por Uribe. O médio do FC Porto quis jogar a bola, mas a abordagem foi mal calculada. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>O avançado do Portimonense executou depois o pontapé mas de forma defeituosa. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Num outro jogo do Dragão (clássico), Rúben Dias teve momento de infelicidade, introduzindo a bola na sua baliza. Ao fazê-lo, &#8220;ofereceu&#8221; golo ao adversário direto na luta pelo título. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Pepe, no mesmo jogo, falhou golo de &#8220;baliza aberta&#8221;, frente a Vlachodimos: o internacional português cabeceou sem oposição e partindo de posição legal. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Anteontem, Ricardo Costa, experiente central do Boavista, teve abordagem excessiva sobre Plata, na área do Sporting. O defesa do Boavista fez falta passível de pontapé de penálti e arriscou a expulsão pela forma como entrou sobre o adversário. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Ainda no jogo deste domingo, no Porto, Willyan tocou primeiro no pé esquerdo de Zé Luis e só depois na bola. A seguir ainda pisou, involuntariamente, o pé do avançado caboverdiano. Tudo isto dentro da sua área. A jogada devia ter sido punida com castigo máximo. O defesa algarvio cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Na semana anterior, em Vila do Conde, Neto (também na sua área) intercetou, com o braço, remate à baliza de Lucas Piazon. A ação foi faltosa e devia ter sido sancionada com penálti favorável ao Rio Ave. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Há umas semanas, Gabriel acertou, de forma grosseira, com a sola da bota na perna de um adversário (Fábio Martins, do Braga). A infração tinha tudo para ser punida com vermelho direto, deixando os encarnados em inferioridade numérica. Cometeu aí erro importante, com possível influência no resultado. Faz parte e só acontece a quem está lá dentro.</p>
<p>Além destes equívocos, todas as jornadas ocorrem centenas de outros, em todos os jogos: más opções táticas, entradas violentas, protestos excessivos, encostos &#8220;cara a cara&#8221;, substituições infelizes, golos fáceis falhados, guarda-redes (muito) mal batidos, penáltis infantis, mau comportamento nos bancos técnicos, amarelos desnecessários, vermelhos evitáveis, enfim&#8230; um mundo infinito de erros de casting, cometidos por profissionais de primeira linha. Por craques da nossa Liga maior. Certo é que nenhum faz de propósito. Nenhuma é ladrão. Nenhum está comprado. Nenhum é desonesto. Nenhum serve interesses obscuros. Nenhum age premeditadamente. E nenhum é, necessariamente, incompetente.</p>
<p>O futebol é isto mesmo. Sabe-o quem está lá dentro, a suar as estopinhas e a dar o litro.</p>
<p>Era só isto.</p>
<p>Quanto ao tempo, é melhor prevenir: diz que chove.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>Marega e o mote para a reflexão</title>
		<link>https://kickoff.pt/marega-e-o-mote-para-a-reflexao/</link>
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				<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 11:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[upgrade]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>A recente atitude de Marega, acertada e corajosa, despertou-nos para uma realidade maior. É importante que esse episódio permaneça vivo nas nossas memórias, porque ele projeta-nos para outra dimensão, mais</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>A recente atitude de Marega, acertada e corajosa, despertou-nos para uma realidade maior.</p>
<p>É importante que esse episódio permaneça vivo nas nossas memórias, porque ele projeta-nos para outra dimensão, mais abrangente e preoupante. Para uma que todos conhecemos e, na verdade, todos escolhemos ignorar.</p>
<p>É que a desigualdade racial é apenas o rosto visível de muitas outras que proliferam, há décadas, na nossa sociedade. Há as relativas ao género e classes sociais, ao credo e religião, à orientação sexual e até às &#8220;diferenças&#8221; fisico-motoras ou mentais.</p>
<p>Quase sem noção, tratamos de forma diferente quem é, na essência, exatamente igual a nós. Esta hipocrisia só passará em momentos como este, em que nos consciencializamos que ela existe e deve ser pensada e travada.</p>
<p>Deixem-me pegar na questão racial para vos dar alguns exemplos, relativos apenas ao território nacional:</p>
<p>&#8211; 1 em cada 73 áfrico-descendentes está encarcerado. Esse número, em proporção, é 10 vezes superior ao que acontece com indivíduos de &#8220;cor branca&#8221;;</p>
<p>&#8211; 3 em cada 5 senhorios prefere arrendar casa a brancos. O mesmo aplica-se à venda de imóveis. A diferença estende-se  até ao comportamento de alguns intermediários que agendam (ou não) visitas, em função da cor da pele;</p>
<p>&#8211; As condições de habitação são 7 vezes piores para os indivíduos de raça &#8220;negra&#8221;. Um elevado número de PALOP vive até de forma segregada (em bairros ou comunidades com outros afro-descendentes).</p>
<p>&#8211; As dificuldades de acesso à nacionalidade portuguesa é, muitas vezes, superior à que têm outros cidadãos (por exemplo, da União Europeia). Esse constrangimento aplica-se até a indivíduos nascidos em Portugal, que continuam a ser considerados &#8220;estrangeiros&#8221;;</p>
<p>&#8211; A &#8220;mulher negra&#8221; está claramente sub-representada face à &#8220;mulher branca&#8221;. Raramente ocupa os mesmos e tem, quase sempre, funções pouco qualificadas e/ou mal remuneradas;</p>
<p>&#8211; Na devida proporção, a dificuldade de acesso ao mercado laboral é maior para as pessoas com pele escura. A título de exemplo, um desafio: contem quantos treinadores &#8220;de cor&#8221; estão, neste momento, a trabalhar em equipas portuguesas. Depois, na devida proporção, comparem com os de cor branca. Se quiserem, façam o mesmo exercício em relação às maiores ligas do planeta;</p>
<p>&#8211; As pessoas &#8220;escuras&#8221; recebem, em média, menos 103€ do que as &#8220;brancas&#8221;, fazendo exatamente a mesma coisa. Ocupando o mesmo cargo;</p>
<p>&#8211; A desigualdade de tratamento nas escolas (da primária à faculdade) é grande. Os alunos PALOP chumbam 3X mais do que os caucasianos e ocupam mais vezes as filas do fundo da sala (!). Brincam quase sempre entre eles, raramente com &#8220;outros&#8221; meninos. O mesmo acontece ao nível dos namoricos inter-raciais: são pouco frequentes.</p>
<p>Alguns destes dados resultam de um estudo estatístico/acervo compilado, há não muito tempo, pelo jornal &#8220;Público&#8221;. Assentou em bases sólidas e verificadas.</p>
<p>Para terminar, uma pergunta simples: quantos amigos afro-descendentes têm? Daqueles do peito, com quem passam férias, fazem negócios e dão a honra de ser padrinhos dos vossos filhos?</p>
<p>Exato. Tanto que temos para evoluir nesta nossa débil humanidade&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
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		<title>Recrutar lá fora</title>
		<link>https://kickoff.pt/recrutar-la-fora/</link>
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				<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 14:46:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>O Benfica lançou a ideia de recrutar, para os seus jogos e jogos do FCP, árbitros estrangeiros até ao final da época. O repto não é novo (a ideia de</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>O Benfica lançou a ideia de recrutar, para os seus jogos e jogos do FCP, árbitros estrangeiros até ao final da época. O repto não é novo (a ideia de intercâmbio foi lançada por Vitor Pereira) e é prática recorrente em campeonatos de reputada categoria como o nosso. É assim, por exemplo, no Irão, Arábia Saudita, Bahrein, Grécia, Qatar, entre outros. Na prática, isso tem acontecido não para permitir enriquecimento e partilha mútua de experiências &#8211; o espírito subjacente ao tal intercâmbio &#8211; mas porque os responsáveis dessas ligas entendem que os seus árbitros não têm maturidade, experiência competitiva ou, pior, idoneidade/seriedade para arbitrar os seus jogos.</p>
<p>A ideia não me choca (de todo), tal como o seu oposto: e se os árbitros portugueses &#8220;exigirem&#8221; o mesmo? Arbitrar apenas clubes estrangeiros? Claro que, por uma questão de equidade e adaptação, apenas aqueles de idêntica média qualitativa. Mas, honestamente, não me chocava ver jogos do Ludogorets, Maribor ou Qarabag dirigidos pelos nossos juízes.</p>
<p>Seria &#8220;win, win&#8221;, reparem: as equipas portuguesas &#8211; as dezoito, porque numa competição igual não pode haver tratamento desigual &#8211; passariam a ter arbitragens perfeitas, de integridade imaculada e totalmente imunes à pressão. Já os nossos árbitros enriqueceriam o seu currículo, cresceriam em experiência e jamais se chateariam por ofensas dirigidas em búlgaro, azeri ou esloveno.</p>
<p>A ideia podia até estender-se a outros níveis. Porque não também um intercâmbio de adeptos? Mandávamos para Londres e Manchester os que atacam o próprio clube, atropelam e matam pessoas, atiram petardos e tochas, partem e arremessam cadeiras, vandalizam casas, carros e estabelecimentos comercias, penduram bonecos de árbitros e jogadores em viadutos, dão pontapés em dirigentes, invadem centros de estágio, agridem atletas e árbitros, cospem, humilham e coagem meninas com apenas 16 anos, partem e destróem tudo por onde passam, lançam o pânico em permanência e (só um segundo, para recuperar o fôlego) recebíamos em troca aqueles que a Sra Thatcher e a FA conseguiram domesticar com medidas firmes, corajosas e musculadas. Seria giro, não seria?</p>
<p>Esperem, esperem. E se também trocássemos de jogadores? Despachávamos os que se atiram para o chão a toda a hora e que dão porrada de propósito, os que se agarram à cara quando sofrem toques nos braços, os que potenciam conflitos em permanência, os que protestam, esbracejam e barafustam sistematicamente, os que rodeiam e coagem árbitros e árbitros assistentes, os que fazem faltas violentas e mergulham para as áreas. Ficávamos só com os profissionais de verdade (são muitos, felizmente).</p>
<p>A única coisa que eu não trocaria era de responsáveis, departamentos de comunicação, empresários, agentes e afins. Deus me livre. Por aí estamos muito bem servidos, temos os melhores do mundo. Seria um disparate (um crime até) ambicionar mais e melhor.<br />
Haja limites.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Jornal A Bola&#8221;</a></p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt/recrutar-la-fora/">Recrutar lá fora</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt">Kickoff</a>.</p>
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		<title>As lições da vida</title>
		<link>https://kickoff.pt/as-licoes-da-vida/</link>
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				<pubDate>Wed, 29 Jan 2020 16:45:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Eis que o universo volta a recordar-nos da fragilidade da nossa existência: por mais diferentes que sejamos na cor, credo ou religião, todos começamos e todos terminamos. Somos finitos e</p>
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]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que o universo volta a recordar-nos da fragilidade da nossa existência: por mais diferentes que sejamos na cor, credo ou religião, todos começamos e todos terminamos. Somos finitos e essa verdade aplica-se a ricos e pobres, poderosos e plebeus, doutores e analfabetos.</p>
<p>A reação do homem a esta realidade incontornável, varia. Há quem viva sem pensar no fim. Há quem viva sem pensar noutra coisa. Depende da nossa saúde física, mental e emocional, da nossa personalidade e da forma como nos corre a vida a cada momento.</p>
<p>Quanto ao sentido de tudo isto, bem&#8230; não o compreendemos. Quando um velhinho perde a vida, a dor é grande mas há nela um sentimento suavizado pela natureza das coisas. Há um adeus dorido mas grato, calmo, de aceitação. Mas quando alguém parte &#8220;na flor da idade&#8221; ou de forma brusca e inesperada, a angústia é outra. O choque derruba-nos, manda-nos ao tapete. A proximidade com a tragédia ameaça-nos, leva-nos ao sofrimento por contágio, à identificação receosa. É uma dor diferente para pior.</p>
<p>O caso de Kobe Bryant &#8211; um gigante bem maior do que o tamanho dos seus feitos &#8211; é apenas o exemplo recente de uma partida prematura.</p>
<p>Há uma semana, Paulo Gonçalves &#8211; homem de valores mil, com coração brilhante e alma perfeita &#8211; tinha sido traído pelas areias trapaceiras de um deserto que o fascinava. Partiu a fazer o que mais amava, onde mais gostava. Uma tragédia pincelada de uma ironia quase tão perfeita como ele.</p>
<p>Poucos dias antes, o jovem hoquista Énio Abreu (GR do Paço d&#8217;Arcos) sucumbiu a uma infeção generalizada, resultante de uma gripe transformada em pneumonia. Tinha apenas dezanove anos e, pela frente, um mundo cheio de sonhos e ilusões.</p>
<p>Estou convencido que estas &#8220;maldades&#8221; encerram mensagem importante, que devemos decifrar com a distância dos sensatos e o saber dos sábios: a vida, por ser finita, é para ser bem vivida.</p>
<p>Tudo tem um princípio e um fim. Não aproveitar o &#8220;intervalo&#8221; é um ato de suprema estupidez e ignorância.</p>
<p>Viver bem a vida é desvalorizar o acessório e priorizar o essencial. O acessório é quase sempre material, o essencial quase sempre pessoal.</p>
<p>Viver bem a vida é procurar ser feliz, fazendo a felicidade dos outros. É respeitar-se, respeitando os outros. É coabitar em harmonia, sem mentiras, crimes ou conflitos. É conhecer, explorar e viajar. É partilhar, dar e receber. É apoiar, aconselhar e ouvir. É fazer o que está certo, mesmo quando é mais tentador fazer o que está errado. É ser grande no exemplo. É deixar um legado de valores. Uma impressão digital distinta. Uma herança que orgulhe quem vem depois.</p>
<p>No desporto, como na vida, há gente muito boa, que vive com a certeza que o rumo é só um&#8230; e há gente perdida, que se acha achada e que vive com moral deturpada, ideias desarranjadas e metas desviadas.</p>
<p>A gula insaciável por poder, o encosto fácil, a subserviência ao mais forte, a ganância desmesurada, a ambição financeira, o engano, egoísmo e falsidade constantes são a ilusão temporária de uma realidade irreal. Surreal até. E tudo para quê? Para meia dúzia de euros a mais, um tacho bem sucedido, o reconhecimento de uns quantos iguais? Um dia tudo termina sem glória, sem graça nem honra. Viver assim não é viver de verdade. É sobreviver na mentira uma vida inteira.</p>
<p>Obrigado, mas não, obrigado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jornal A Bola</em></a></p>
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		<title>O jogo do empurra</title>
		<link>https://kickoff.pt/o-jogo-do-empurra/</link>
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				<pubDate>Wed, 22 Jan 2020 12:57:05 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>O hooliganismo &#8211; que pode ser descrito como o comportamento violento, desordeiro ou destrutivo de alguns adeptos nos estádios &#8211; tem sido um dos temas da atualidade. O que aconteceu</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>O hooliganismo &#8211; que pode ser descrito como o comportamento violento, desordeiro ou destrutivo de alguns adeptos nos estádios &#8211; tem sido um dos temas da atualidade.</p>
<p>O que aconteceu em Guimarães e Alvalade foram apenas manifestações recentes de condutas criminosas que há muito passeiam impunidade nos estádios portugueses.</p>
<p>O fenómeno não é apenas nosso e não é recente. Sabemos que na Grécia e Turquia é pior e sabemos também que remonta já ao Séc.14. Mas os nossos problemas são nossos e cabe-nos resolvê-los.</p>
<p>Enquanto apaixonado por futebol, não gosto da abordagem &#8220;en passant&#8221; do assunto. Uma espécie de &#8220;jogo do empurra&#8221;, em que se identifica o problema, assume-se a sua gravidade mas logo se faz crer que ele é sempre da responsabilidade de alguém, não nossa. Não é bonito. Não é, não senhor.</p>
<p>É importante que sejamos sinceros: a responsabilidade direta é, em primeira instância, de quem se porta mal lá dentro. A responsabilidade maior, a moral, é de quem tem a obrigação legal, regulamentar e ética de o evitar, punir e erradicar.</p>
<p>Clubes profissionais, estruturas dirigentes e Estado Português têm, na proporção devida, obrigações repartidas nesta matéria. Para quem está deste lado, isso é claro como a água. Uns já deram alguns passos, outros apenas meia dúzia de palavras. Lamento, mas é curto.</p>
<p>O assunto é chato, difícil de solucionar e moroso, mas está na liderança quem escolheu liderar. Quem escolheu mudar, intervir, melhorar. Pois bem. Mudem, intervenham, melhorem.</p>
<p>A imagem que estamos a passar para fora é feia. Dá sensação de impunidade e mostra inoperância, vunerabilidade e incapacidade para atuar. Isso é a antitese do que se pretende, que é ter mais famílias nos estádios (em segurança), mais patrocinadores, melhores parceiros e uma competição valorizada.</p>
<p>Mas porque palavras leva-as o vento, deixo algumas dicas bem intencionadas: criem (o quanto antes) mecanismos regulamentares que impunham maior responsabilização dos clubes em atos de vandalismo intramuros (como perda de pontos, jogos à porta fechada e multas pesadíssimas); reforcem o controlo à entrada e a inspeção ao recinto antes de cada jogo (inclui revista exaustiva a bancadas, zonas de estar e lazer, sanitários, etc); permitam a abertura de portas com maior antecedência (implica criar mais entretenimento para os adeptos), no sentido de evitar que consumam álcool e que entrem em confrontos nas imediações dos estádios; antecipem, ao máximo, o horário dos jogos: quanto mais cedo, menos conflituosas e alteradas estarão as pessoas; coloquem os adeptos identificados/claques em zonas pré-designadas e distantes daquelas onde estarão os da equipa adversária; expulsem os adeptos &#8220;arruaceiros&#8221; na hora (no ato) e assegurem-se que, depois, são banidos de vez. Isso consegue-se através de um controlo de identidade mais apertado e com um sistema de video-vigilância com reconhecimento facial (é caro, mas custa menos do que ser atingido, mortalmente, por um very light); dotem stewards e polícia de mais meios e recursos, no sentido de exercerem a sua função preventiva com outra eficácia; criem uma espécie de &#8220;Programa Nacional de Educação do Adepto&#8221;, trabalhando aí todo o tipo de formação e prevenção. No fim, claro, obtenham a inevitável cumplicidade do sistema jurídico, no sentido de punir exemplarmente crimes desta natureza. Com os energúmenos fora de equação (banidos, presos ou nas esquadras à hora dos jogos), as coisas vão melhorar. Quem levou o escaldão, não repetirá a gracinha; quem vê o peso da sanção, jamais se atreverá a replica-la.</p>
<p>Difícil, não é?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no<a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong> Jornal A Bola</strong></a></p>
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		<title>A visão do coração</title>
		<link>https://kickoff.pt/a-visao-do-coracao/</link>
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				<pubDate>Wed, 15 Jan 2020 15:07:38 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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								<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho meia dúzia de amigos, amigos daqueles a sério, que têm uma paixão desmesurada pelos clubes do seu coração. Uns mais, outros menos, mas três deles então são aquilo a que posso chamar de &#8220;indefectíveis&#8221;.</p>
<p>Estamos a falar de autênticos fiéis. Tipos com lugar cativo, que vão aos jogos todos e que acompanham a equipa para todo o lado.</p>
<p>É gente boa, eu atesto. Bons chefes de família, grandes profissionais nas suas áreas e malta que vai à bola sem levar soqueiras, bastões ou lança-mísseis.</p>
<p>Às vezes, claro, há um ou outro que explode e lá me manda uma mensagem a barafustar: &#8220;O teu amigo é um grande ladrão!!&#8221;. Eu encaixo e sorrio. Sei que é só o coração a falar. O balão esvazia rapidamente.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4659" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/Adepto_PT_KO_VC.jpg" alt="" width="1200" height="760" srcset="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/Adepto_PT_KO_VC.jpg 1200w, https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/Adepto_PT_KO_VC-300x190.jpg 300w, https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/Adepto_PT_KO_VC-768x486.jpg 768w, https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/Adepto_PT_KO_VC-1024x649.jpg 1024w, https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/Adepto_PT_KO_VC-500x317.jpg 500w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>Mas o António, o João e o Zé são a minha referência quando quero pensar na forma como a maioria dos adeptos vê e sente o futebol, em Portugal.</p>
<p>Está mais que visto que a nossa não é uma cultura de desporto enquanto espetáculo, é uma cultura de clube enquanto religião. Aquela rapaziada não tem adversários, tem alvos a abater. Não tem rivais, tem inimigos de estimação. Para eles ganhar é bom mas o melhor mesmo é que os do lado percam.</p>
<p>Estamos a falar de malta que se queixa do penálti mal assinalado um minuto depois de ter um a favor que não era. Malta que chama &#8220;caceteiro&#8221; ao craque do rival, quando tem um pior no onze da sua equipa. Malta que refila do fora de jogo depois de marcar um golo com o avançado adiantado meio metro.</p>
<p>Adoro-os mas não tenho vacina que lhes cure a maleita. É uma questão de formatação e, nesta matéria, estes são um caso perdido. São as vítimas perfeitas da paixão exacerbada, agora alimentada por máquinas que lhes enchem o cérebro de fantasia, convencendo-os que o sistema conspira contra si. Eles ouvem e, hipnotizados, acreditam. Burros.</p>
<p>O João consegue ir ao ponto de jurar que o erro do árbitro rebentou o jogo que ele perdeu por causa de um auto-golo do seu central! O António queixa-se do vermelho por exibir depois do seu trinco dar porrada durante noventa minutos! O Zé não pára de dizer que é sistematicamente roubado pelas arbitragens, depois de ser beneficiado três jornadas seguidas!</p>
<p>Nem é uma questão de ter lata (ou falta dela). É o que é. O futebol ao contrário. O futebol no &#8220;Portugal dos Pequeninos&#8221;.</p>
<p>Eles, coitados, não sabem ser diferentes. Não conhecem outra forma de sentir admiração pelo clube. Acreditam piamente que há mérito absoluto em cada vitória e perseguição constante a cada  derrota.</p>
<p>Gostava que percebessem que os erros de arbitragem que ontem os prejudicou, amanhã vai beneficia-los. Gostava que entendessem que uma má decisão de um árbitro não é diferente de um mau atraso de um defesa. Gostava que soubessem que uma avalição errada não é mais determinante que um expulsão evitável ou que um &#8220;frango&#8221; do tamanho do Evereste.</p>
<p>A verdade é que o António, o João e o Zé nunca viveram o jogo em campo. Moram numa realidade diferente da terrena. Amam algo que não conhecem, que nunca sentiram na pele. Não seria de esperar que pensassem diferente&#8230; mas é pena. Têm tudo menos a racionalidade que precisam.</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Jornal A Bola</strong></em></a></p>
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		<title>O VAR e a fase de ataque</title>
		<link>https://kickoff.pt/o-var-e-a-fase-de-ataque/</link>
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				<pubDate>Tue, 10 Dec 2019 13:24:21 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[JORNAL A BOLA]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Não é um assunto novo, mas reaparece na agenda mediática quando surgem lances ou momentos de jogo que eternizam a dúvida, originam suspeitas ou são, vá se lá saber, empolados</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Não é um assunto novo, mas reaparece na agenda mediática quando surgem lances ou momentos de jogo que eternizam a dúvida, originam suspeitas ou são, vá se lá saber, empolados pela opinião pública ou pela voz dos clubes.</p>
<p>A questão a que me refiro é de se saber, ao certo, qual é o momento até ao qual um videoárbitro deve rever determinada jogada que origine uma situação que conste no protocolo: por exemplo, a que afira a legalidade de um golo ou a validade de se assinalar (ou não) um pontapé de penálti.</p>
<p>Pelo que percebo, as dúvidas são muitas e esta continua a ser uma questão que não é clara para todos. Diga-se que isso é perfeitamente compreensível. Nesta matéria, a letra do que está escrito não é totalmente objetiva e pode, por isso, dar azo a interpretações diversas. Além disso, esta e outras matérias relacionadas com a questão da tecnologia continuam, na minha opinião, a carecer de outro tipo de informação para o exterior. Uma que seja continuada e permanente. Uma que mantenha as pessoas a par de tudo o que precisam saber, esclarecendo, explicando, pisando e repisando conceitos, sobretudo os que originem mais ruído. É que a ferramenta é recente e revolucionou a forma como todos vemos e analisamos futebol, pelo que toda a informação que existe deve ser repetida até à exaustão.</p>
<p>Para tentar explicar-vos o conceito, tomo então a liberdade de pegar num caso concreto.</p>
<p>Imaginemos, por exemplo, que a mão direita de Shaw &#8211; jogador angolano que atuou no último Belenenses SAD/FCP e cujo movimento resultou no golo de André Santos &#8211; tinha sido intencional, deliberada.</p>
<p>A pergunta aí seria: havendo então uma mão/braço faltosos na jogada que resultou em depois em golo da equipa visitada, podia o videoárbitro intervir no sentido de anula-la, fundamentando a sua intervenção nessa alegada ilegalidade?</p>
<p>A resposta óbvia diria que sim, que poderia. Mas na verdade, não. Não podia.</p>
<p>Trocando por miúdos, é importante que se perceba uma coisa: o conceito de &#8220;posse de bola&#8221; é, para este efeito, distinto do conceito de &#8220;fase de ataque&#8221; (que resulta depois em golo ou em pontapé de penálti).</p>
<p>O que o protocolo diz é que o VAR deve rever o lance até à fase de ataque que inicia a jogada.</p>
<p>A mera posse de bola de uma equipa &#8211; que, na prática, pode durar cinco ou mais minutos (vejam o caso das equipas ao estilo do Tiki Taka de Guardiola, que mantêm a bola durante muito, muito tempo) &#8211; não pode ser toda revista, porque isso poderia demorar demasiado tempo. O impacto que isso teria na qualidade do jogo e na expectativa dos adeptos seria péssimo.</p>
<p>Foi para evitar esse tipo de cenários que o International Board definiu a tal fase de ataque como o momento a reter. Aquele que o nosso bom senso, o bom senso do árbitro e do videoárbitro entendessem como sendo o que, clara e inequivocamente, conduziu à construção de um ataque que culmina no lance a rever.</p>
<p>Caso a mão/braço de Shaw tivesse sido realmente ostensiva (e sublinho que para mim não foi), esse instante não poderia ser alvo de revisão do porque, depois dessa intervenção, a bola andou primeiro para a frente e depois para trás. Tão para trás que voltou ao próprio meio-campo do &#8220;Belenenses SAD&#8221;.</p>
<p>Ora nenhuma fase de construção atacante pressupõe um recuo até à zona defensiva de quem está a atacar. Quer isso dizer, no caso em apreço, que a jogada só podia ser revista até ao momento em que a bola foi lançada para a desmarcação de Licá (que foi depois quem fez a assistência para André Santos, após corte de Marcano). Foi aí que começou, inequivocamente, a fase de ataque que culminou naquele golo.</p>
<p>Esta verdade, este conceito, aplicar-se-ia ao jogo do Jamor, como deve aplicar-se naturalmente a todos os outros jogos, de todas as outras equipas e competições. É universal, tal como todas as premissas deste protocolo, agora integrado no texto da lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jornal A Bola</em></a></p>
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		<item>
		<title>Doumbia e Lourency</title>
		<link>https://kickoff.pt/doumbia-e-lourency/</link>
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				<pubDate>Thu, 05 Dec 2019 11:17:26 +0000</pubDate>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos falar do lance que envolveu Doumbia e Lourency, na reta final da partida entre Gil Vicente/Sporting.</p>
<p>Como recordarão os mais atentos, o médio costa-marfinense &#8211; colocado no interior da sua área &#8211; usou o braço/cotovelo esquerdo para atingir o seu adversário, causando-lhe lesão (visível) no rosto.</p>
<p><strong>Primeiro os factos:</strong></p>
<p>1 &#8211; O árbitro entendeu não ter havido qualquer infração, razão pela qual tomou a decisão de deixar prosseguir o jogo;</p>
<p>2 &#8211; O videoárbitro, atento, fez e bem o seu trabalho: alertou Hugo Miguel que tinha ocorrido uma situação eventualmente passível de castigo máximo. Mas fez mais (e melhor): disse-lhe que, no início da fase de ataque que levou a essa infração, um jogador da equipa atacante &#8211; no caso, Kraev &#8211; estava em posição irregular e tomara parte ativa no jogo. Bruno Esteves (VAR) acertou em tudo: o lance seria mesmo passível de pontapé de penálti mas esse nunca podia ser assinalado por existir fora de jogo (de 5 cms) anterior. Perfeito;</p>
<p>3 &#8211; O internacional lisboeta fez então, igualmente bem, o que lhe competia: foi ver as imagens no écran junto ao relvado e validou a informação do colega. O alegado penálti não foi sancionado e, em seu lugar, foi dada indicação para que a partida recomeçasse com pontapé livre indireto, a punir o adiantamento do jogador gilista. Tecnicamente tudo perfeito. Mais uma vez;</p>
<p>4 &#8211; Mas Hugo Miguel fez mais: entendeu que, disciplinarmente, a atitude individual de Doumbia sobre Lourency (que o lesionou de forma feia) tinha sido negligente (ou seja, passível de cartão amarelo) e, por isso, advertiu-o. Por ser a segunda vez no mesmo jogo, deu-lhe a respetiva ordem de expulsão;</p>
<p>5 &#8211; A parte &#8220;incompreensível&#8221; (e a única aqui claramente errada) veio depois: o árbitro, motivado por possível bloqueio momentâneo, voltou atrás na decisão e pediu a Doumbia que regressasse ao terreno de jogo, anulando o amarelo que lhe tinha mostrado. O jogador estaria já a caminho dos balneários quando foi chamado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora a nossa análise técnica: quando um lance é tecnicamente invalidado (como este, por intervenção do VAR), podem acontecer uma de duas situações, no que diz respeito a cartões entretanto exibidos: ou são anulados ou mantêm-se.</p>
<p>O que o protocolo (que agora está integrado nas leis de jogo) diz é que devem ser revertidos todos os cartões que foram exibidos por anularem ataques prometedores ou claras oportunidades de golo de golo. Ou seja, apagam-se os cartões mostrados não pela &#8220;dureza&#8221; da infração/entrada em si, mas pelo enquadramento da jogada. Os táticos.</p>
<p>Todos os outros &#8211; nomeadamente os que resultem de impacto físico negligente, grosseiro, violento ou de ações antidesportivas &#8211; devem manter-se sempre e em qualquer situação.</p>
<p>Doumbia, que na nossa opinião tinha até que ter visto o cartão vermelho direto, nunca podia ter regressado ao relvado porque a sua atitude foi, no mínimo, muito negligente. O tal segundo amarelo devia manter-se, mesmo não havendo penálti (tal como se manteria, por exemplo, um cartão amarelo mostrado a um jogador atacante por simulação na área, em lance que o árbitro fosse chamado a analisar um potencial penálti).</p>
<p>Essa foi a única falha, num jogo difícil, emotivo e que, até então, muito bem arbitrado. Foi pena, porque Hugo Miguel tinha estado mesmo em excelente nível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/e52uxWclAoM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado no jornal <a href="https://www.abola.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>&#8220;A Bola&#8221;</em></a></p>
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