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	<title>TRIBUNA EXPRESSO &#8211; Kickoff</title>
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	<description>Duarte Gomes</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Mar 2020 15:52:07 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Preparem-se meus amigos</title>
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				<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 15:50:22 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[<p>Preparem-se, meus amigos, porque o vírus vem aí e vem em força: “A culpa não foi nossa, fomos roubados como sempre” NURPHOTO Preparem-se, meus amigos, preparem-se porque o vírus vem</p>
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<h4 class="title">Preparem-se, meus amigos, porque o vírus vem aí e vem em força: “A culpa não foi nossa, fomos roubados como sempre”</h4>
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<p class="credits">NURPHOTO</p>
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<p>Preparem-se, meus amigos, preparem-se porque o vírus vem aí e vem em força.</p>
<p>O campeonato está ao rubro e a malta dos teclados, comunicados e avenças não tem mãos a medir.</p>
<p>Até meados de maio, haverá trabalho redobrado, horas extra e muitas, muitas noites em branco.</p>
<p>Honra a estes operários de mão suja que, em conjunto com a turminha das redes e com a trupe de coisos que os segue, tentarão acrescentar ao jogo toda uma realidade paralela.</p>
<p>Uma realidade onde não faltarão teorias de conspiração, delírios persecutórios e sequelas do já clássico &#8220;a culpa não foi nossa, fomos roubados como sempre&#8221;.</p>
<p>Honra a tamanha devoção. À devoção de uma causa desviante, produzida e realizada por quem não hesita em vender a alma ao diabo. Não deve ser fácil vestir a pele de mau da fita, mas essa só veste quem quer. Certo?</p>
<p>E perguntam-me vocês: tanto trabalho para quê? Bem&#8230; para poluir, confundir e baralhar. Para chatear, perturbar e incendiar. <em>What else is new?</em></p>
<p>Lá fora, nos campeonatos maiores, acontece exatamente a mesma coisa: os grandes colossos do futebol europeu e mundial usam exatamente a mesma estratégia e com os mesmos fins (<em>LOL</em>&#8230; não resisti, peço desculpa).</p>
<p>Por cá, prevejo (com pessimismo acentuado) a escalada do &#8220;vale tudo&#8221;, onde a guerra de palavreado &#8211; imune às cócegas de um regulador de mãos atadas &#8211; irá sustentar-se numa criatividade cada vez mais perversa, mesquinha e maliciosa.</p>
<p>Uma criatividade que corre o sério risco de vencer a única verdade que devia prevalecer: a que acontece dentro das quatro linhas, nos noventa minutos de jogo.</p>
<p>As odes ao populismo e os incentivos à perturbação são formas seculares de atuação, mas a verdade é que mantêm a eficácia dos velhos tempos: é que o Zé Povinho tende a agarrar muito mais o que lê, vê e ouve do que o que intui, deduz e pensa pela sua própria cabeça. É estranho, não é?</p>
<p>Pelo meio, haverá naturalmente quem distinga ficção de realidade, insanidade de verdade. Esses serão sempre alvos a abater. É que o pessoal dos qwerts, baits, tablets e PCs não está habituado ao contraditório nem gosta do atrevimento. Está habituado a expor mas detesta ser exposto. É chato.</p>
<h4>BEM, MAS SENDO ASSIM, O QUE VEM AÍ ENTÃO?</h4>
<p>Mais do mesmo: discursos bélicos, parada e resposta e puro incentivo ao ódio, disparados para o inimigo de sempre e justificado nos suspeitos do costume. Tudo, claro, assente num discurso moralista e orientado para a &#8220;verdade desportiva&#8221; (sai mais um<em> LOL</em>?).</p>
<p>Venham então daí as lengalengas sobre os penáltis mal assinalados (para os outros) e os que ficaram por assinalar (a favor).*</p>
<p>*Nota: não confundir com os penáltis atirados para as nuvens ou com aqueles que os postes devolveram, porque esses não são erros relevantes para o resultado, são coisas que acontecem a qualquer um.</p>
<p>Venham daí os vermelhos por exibir (aos outros) e os vermelhos mal exibidos (aos nossos).**</p>
<p>**Nota: não confundir com condutas grosseiras, entradas violentas ou palavrões ordinários que escaparam à punição, porque essas não são falhas relevantes, o homem também não pode ver tudo.</p>
<p>Venham daí os amarelos mal mostrados (aos nossos) ou os que ficaram por exibir (aos outros).***</p>
<p>***Nota: não confundir com reincidência de infrações, cotoveladas malandras, protestos desvairados e condutas irresponsáveis que escaparam ao juiz, porque esses equívocos fazem parte e só não erra quem não toma decisões.</p>
<p>Venham daí as contas sobre pontos mal perdidos (a favor) ou pontos mal ganhos (pelos outros).****</p>
<p>****Nota: não confundir com empates/derrotas por falhanços inacreditáveis, auto-golos evitáveis, frangos épicos, passes errados, falhas primárias e má abordagem tática, porque essas não são coisas realmente impactantes, são pequenas falhas inerentes à condição humana.</p>
<p>Ah, futebol, futebol&#8230; como tu és único.</p>
<p>Sentem-se na fila da frente. Comprem pipocas e aguardem uns dias. O filme está quase, quase a (re)começar. Na falta de melhor, é ver este. Outra e outra vez.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicada na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2020-03-04-Preparem-se-meus-amigos-porque-o-virus-vem-ai-e-vem-em-forca-A-culpa-nao-foi-nossa-fomos-roubados-como-sempre?fbclid=IwAR2-VGnuIe0q8xvMd6mfAdTxTerHtRcVdH4bz8qKxDwrz2Fj3x-w8wzj1Z8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Tribuna Expresso</em></a>.</p>
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		<title>O país está infetado por um vírus</title>
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				<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 18:27:27 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[<p>O país está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação. Está tudo tão podre que tresanda. Muito raramente me ouviram falar sobre assuntos</p>
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<h5 class="title">O país está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação. Está tudo tão podre que tresanda.</h5>
<h5 class="lead">Muito raramente me ouviram falar sobre assuntos que não estejam relacionados com futebol e há algumas razões para isso: não gosto de me pronunciar sobre temas que não domino em profundidade; sei que uma opinião mal interpretada será mais depressa utilizada como arma de arremesso do que como instrumento de reflexão; e penso que o advento galopante das redes sociais já fez emergir um número considerável de &#8220;Achistas&#8221; e &#8220;Tudólogos&#8221;. Já há gente a mais a achar que sabe demais. Sendo essa a regra, há momentos de exceção e este é um deles.</h5>
</header>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p>Sou um cidadão português daqueles genuínos, que tem orgulho no seu país e nas mil e uma qualidades que o caracterizam. Dá-me gozo ver turistas a falar deste nosso cantinho como se ele fosse particularmente especial. Porque, de facto, é.</p>
<p>Confesso. Arrepia-me forma como se referem ao nosso mar e comida, à beleza natural das nossas encostas e à luz imensa das suas cidades, à gastronomia e ao bom vinho, à temperatura e à simpatia do nosso povo. Gosto quando nos dizem que somos pessoas boas e de bem e que, por cá, a sensação é de paz permanente, de segurança e de bem-estar.</p>
<p>“Qualidade de vida”, repetem vezes sem conta. “Qualidade de vida”.</p>
<p>Aos olhos de um mar de gente, Portugal é distinto e mágico. Portugal é belo e perfeito. Portugal é tudo. Só que não.</p>
<p>Para quem vive cá, há a noção crescente que as coisas não são como parecem. A face mais feia e visível dessa constatação é a ideia de corrupção crescente que parece reproduzir-se um pouco por todo o lado.</p>
<p>Essa onda de criminalidade, que parece agora ser moda mas em mau, não tem um rosto definido. Não é palpável. Não se vê. Mas tal como o vento, sabemos que existe. Basta senti-la e cheira-la. Basta intui-la.</p>
<p>Os sinais estão todos no ar, a sussurrar-nos diariamente que há um número considerável de coisas desajustadas, de pessoas gulosas e de estratagemas maliciosos.</p>
<p>Não se trata de pensar de forma negativa ou de ser alarmista. Não alinho em teorias de conspiração ou em cabalas de espécie alguma. Mas esta é, de facto, a verdade dos factos e só alguém demasiado lírico ou romântico é que não a enxerga.</p>
<p>O número galopante de &#8220;casos de polícia&#8221; é assustador, tendo em conta um universo tão pequeno como o nosso. E não. Não me refiro às Rosas Grilo da vida nem às claques desvairadas que partem tudo nos estádios. Não me refiro, sequer, às drogas e armas que se vão encontrando em bairros complicados ou às rixas pontuais que acontecem à porta de discotecas.</p>
<p>Refiro-me à caça grossa. Aos tubarões da nossa praça. Aos banqueiros e empresários, aos políticos e magistrados e a todos aqueles que têm, em mãos, mais poder do que deviam, podiam e mereciam.</p>
<p>É certo e sabido que em todas essas esferas portentosas moram homens e mulheres decentes, profissionais dignos e pessoas sérias, honestas e de bem. E é nesses que reside a esperança. A esperança que, um por um, consigam atirar para uma cela minúscula todos os pequenos monstros que circulam impunes, a sujar o nome de um povo e a beleza de um país.</p>
<p>E porque o fazem, perguntamo-nos? Por muito pouco. Poucochinho. Para, durante uns tempos, terem uma mão cheia de poder e um bolso recheado de notas. Como se isso fosse preencher o vazio enorme de serem uns labregos de alma cinzenta, desprovida de moral, valor e valores. Podem até ser ricos e poderosos, mas coitados&#8230; serão sempre pobres e impotentes.</p>
<p>O certo é que, por força dessa maré emergente de papões engravatados, as pessoas estão cada vez mais tristes, revoltadas e descrentes.</p>
<p>São poucos os que acreditam na justiça da justiça. A nossa perceção, a perceção pública, está triste, conformada e rendida.</p>
<p>Está atrás das grades o &#8220;ladrão que roubou o feijão&#8221; e está a morar na mansão o corrupto que engoliu o bilião. Está a negociar a penhora o cidadão que falhou a prestação e está no paraíso fiscal o milionário que não declarou um tostão.</p>
<p>É o mundo invertido. A verdade de pernas para o ar. A justiça atropelada, esmagada, desfeita.</p>
<p>Há ex-governantes que furtaram milhões e que se passeiam à luz do dia. Há &#8220;Donos Disto Tudo&#8221; que subtraíram as poupanças de uma vida de milhares de pessoas decentes. Andam por aí, soltinhos, a usufruir das dezenas de milhares de euros de reforma mensal. Há fugas de informação estratégicas que partem dos únicos sítios onde nunca poderiam partir. Há delitos graves cometidos por forças da autoridade, magistrados e agentes com responsabilidades. Há cenários apocalípticos em autarquias, instituições e empresas públicas, onde se evidenciam promiscuidades familiares, facilitação de concursos e desvios de fundos públicos. Há adulteração sistemática das regras. Há subornos e aliciamentos a toda a hora, em todo o lado. Há épicas fugas ao fisco. Há leviandade burocrática na análise de processos importantes. Há recursos e mais recursos até que as prescrições vençam e os vigaristas se safem. Há todo um emaranhado de conivências e delinquência, perpetuado por pessoas com cargos de topo e ética de soalho.</p>
<p>Está tudo tão podre que tresanda.</p>
<p>Portugal, o país maravilha que muitos veneram e que nós tantos amamos, está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação.</p>
<p>Nós não somos uma fraude mas vivemos entre muitas pequenas fraudes.</p>
<p>É preciso muita coragem para mudar e a mudança acontece com a denúncia e investigação, com a exposição, o julgamento e a condenação.</p>
<p>Portugal é mais, muito mais do que meia dúzia de trafulhas. Tal como não foram outros antes, também não serão estes agora a sujar séculos e séculos de grandeza histórica e imagem límpida.</p>
<p>Era o que faltava&#8230;</p>
</div>
<p>Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/cronica/2020-02-26-O-pais-esta-infetado-por-um-virus-que-nao-afeta-o-pulmao-mas-destroi-toda-uma-nacao.-Esta-tudo-tao-podre-que-tresanda?fbclid=IwAR2wvr-oNJsbq7LfcoBKH4k4gtp6KiEkPu8l7vjVVKLUl4E5gCclqHM0Uws" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tribuna Expresso</a>.</p>
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		<title>Doze histórias de arbitragem baseadas em factos reais</title>
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				<pubDate>Fri, 24 Jan 2020 10:02:23 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[<p>Doze histórias de arbitragem baseadas em factos reais, com discursos ficcionados, pontos de exclamação e palavras menos apropriadas SOCCRATES IMAGES I &#8211; ÁRBITRO JOVEM NOMEADO PARA JOGO DIFÍCIL “É uma</p>
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<h5 class="title">Doze histórias de arbitragem baseadas em factos reais, com discursos ficcionados, pontos de exclamação e palavras menos apropriadas</h5>
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<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/img_5e2ac0afc77f4.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2020-01-22-GettyImages-1185522534.jpg-2/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">SOCCRATES IMAGES</p>
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</div>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p><strong>I &#8211; ÁRBITRO JOVEM NOMEADO PARA JOGO DIFÍCIL</strong></p>
<p>“É uma vergonha, pá&#8230; é à descarada. Com tanto gajo experiente e nomeiam práqui um puto verde, sem andamento para isto. Míudo de me&#8230;! Estava-se mesmo a ver que ele não ia ter mão nisto! Maçarico!!”</p>
<p><strong>II &#8211; ÁRBITRO EXPERIENTE NOMEADO PARA JOGO DIFÍCIL</strong></p>
<p>“Olha, olha, quem é o artista&#8230; ainda me lembro daquele penálti em 1957, seu ladrão! É sempre o mesmo, é que já nem escondem! Está tudo viciado, isto!! Esta corja tem que ser toda corrida com urgência!! Que venha sangue novo!”</p>
<p><strong>III &#8211; ÁRBITRO NOMEADO QUE UM DIA ASSUMIU SIMPATIA CLUBISTA</strong></p>
<p>“Lampião!! Lagarto!! Morcão! Devias ter vergonha na cara, seu corrupto!! Despe mas a camisola, pá! Labrego!! É só levá-los ao colo, não é? É que nem escondes! Seu ordinário!! Sê isento, pá!”</p>
<p><strong>IV &#8211; ÁRBITRO NOMEADO QUE NUNCA ASSUMIU SIMPATIA CLUBISTA</strong></p>
<p>“Cobardolas, nem homem és!! Dá mas é a cara, seu animal! Ao menos assume, quem não deve não teme!! O que é que tens a esconder, seu boi? Nem és carne nem és peixe, seu nojo de gente!”</p>
<p><strong>V &#8211; ÁRBITRO MAIS RIGOROSO</strong></p>
<p>“Olha para este a distribuir cartões como se fosse Natal!! Mete mas é isso na p&#8230;, pá!! Não tens autoridade nenhuma, é disparar a torto e a direito!! Estragaste isto tudo, seu nojento!! Estás contente?”</p>
<p><strong>VI &#8211; ÁRBITRO MENOS RIGOROSO</strong></p>
<p>“Então isto é assim?? Vale tudo? É só dar porrada e nada?? Deixaste os cartões em casa? Que vergonha!! Do pescoço para baixo é canela, é bar aberto!! Seu fraco!”.</p>
<p><strong>VII &#8211; ÁRBITRO MAIS DIPLOMÁTICO</strong></p>
<p>“Deixa-te de conversas e apita mas é essa m&#8230;, pá!! Faz-te homem!! Só paleio, só paleio! Porra! Impõe-te mas é!!! Deixa-te de tangas e põe o jogo a mexer, ó lingrinhas!!! A malta pagou para ver bola, senão ia a uma palestra!”</p>
<p><strong>VIII &#8211; ÁRBITRO MENOS DIPLOMÁTICO</strong></p>
<p>“Olha-me bem para a arrogância deste gajo!! O rapaz a querer explicar e vira-lhe as costas! Já viram isto? Como é que é possível? Depois estranhas que levaste! Vaidoso, cagão! Que vergonha!! Sê humilde, pá!! Prepotente&#8230;”</p>
<p><strong>IX &#8211; ÁRBITRO RECONHECE QUE ERROU</strong></p>
<p>“Agora?? Ai agora é que pedes desculpa? Mete mas é as desculpas no&#8230;. Em 1982, quando meteste nojo, não disseste nada, pois não? As desculpas não se pedem, evitam-se! Estás comprometido, tens medinho deles, não é? Está na cara!! É preciso ter lata!!</p>
<p><strong>X &#8211; ÁRBITRO NÃO RECONHECE QUE ERROU</strong></p>
<p>“É por estas e por outras que depois levam na cara! Podias ser homenzinho, ao menos, não, seu cabeça de alface? Arrogante de meia tigela! Homem que é homem dá a cara, pá! Ficava-te mal assumir que meteste nojo?”</p>
<p><strong>XI &#8211; ÁRBITRO NO PRIMEIRO JOGO DA CARREIRA</strong></p>
<p>“Ai já começas assim, seu meia-leca? Já te estava no sangue, meu grande ladrão! Como é que é possível mandarem gajos destes para aqui! Ele sabe-a toda! Hás-de apanhar muito nesses cor&#8230;, seu garoto! Sacana!”</p>
<p><strong>XII &#8211; ÁRBITRO NO ÚLTIMO JOGO DA CARREIRA</strong></p>
<p>“Ai agora é que vais embora? Já vais tarde, sua besta! Deves estar rico, para bazares assim, de fininho! Seu chulo! Foram anos e anos a desgraçar o futebol, seu ordinário! Nunca hás-de dormir em paz!”</p>
<p>*<em> A narrativa só tinha realismo se aproximasse o leitor às pérolas do léxico que se ouve lá dentro. As minhas desculpas aos leitores mais sensíveis pelo &#8220;quase-vernáculo</em>&#8220;.</p>
<p>Artigo publicado em <a href="https://tribunaexpresso.pt/cronica/2020-01-22-Doze-historias-de-arbitragem-baseadas-em-factos-reais-com-discursos-ficcionados-pontos-de-exclamacao-e-palavras-menos-apropriadas?fbclid=IwAR3t271G9UmTYZ63LrqVRnQcSo2npxG9za4DaYwdgChyJa22hQ-p-IsApkw" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Tribuna Expresso</em></a></p>
</div>
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		<title>A questão mais premente do futebol moderno&#8230;</title>
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				<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 09:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[upgrade]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>A questão mais premente do futebol moderno: o fora de jogo milimétrico&#8230; não é fora de jogo? DAVE THOMPSON &#8211; EMPICS A pergunta é simples e igual a tantas outras</p>
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<h5 class="title">A questão mais premente do futebol moderno: o fora de jogo milimétrico&#8230; não é fora de jogo?</h5>
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<p class="credits">DAVE THOMPSON &#8211; EMPICS</p>
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<p>A pergunta é simples e igual a tantas outras no futebol: uma bola que ultrapasse a linha de golo, por um milímetro, não é golo? Uma rasteira involuntária, cometida por um jogador, não é falta? Uma escorregadela de um defesa que faz cair o adversário, não é punida?</p>
<p>Há aqui um princípio de alguma &#8220;injustiça legal&#8221;, idêntico a muitos que conhecemos na sociedade. Podemos nem sempre concordar, sabemos que podem melhorar, mas há que respeitar.</p>
<p>Vem esta introdução àcerca da discussão da moda, relativa às tecnologias que existem para avaliar foras de jogo.</p>
<p>Sobre isto, tenho posição bem clara:</p>
<p>&#8211; Será que já nos esquecemos das polémicas gigantes que existiam antes de haver linhas tecnológicas? Será que já nos esquecemos das discussões eternas sobre ser inaceitável que o VAR não tivesse linhas credenciadas para avaliar offsides? Será que ja nos esquecemos das suspeitas semanais provocadas pelo facto de haver jogos com &#8220;linha&#8221; e outros sem referência? Será que já nos esquecemos das guerrilhas que existiram anos a fio, por causa de lances mal avaliados, devido a foras de jogo tão milimétricos como aqueles que agora se discutem?</p>
<p>Bem, eu não esqueci. Nem eu nem a FPF que, procurando ir mais uma vez ao encontro da voz do povo, investiu muito para adquirir a linha tecnológica mais credível do mercado. Sim. A melhor que há. A mesma que é também utilizada pela FIFA e UEFA.</p>
<p>Mas esta ferramenta topo de gama tem uma característica que nenhuma inovação de ponta conseguiu ainda resolver: não se coloca sozinha. Não é 100% automatizada.</p>
<p>Por exemplo, não sabe definir &#8211; por si só &#8211; qual o exato momento em que um pé ou cabeça começam a tocar na bola quando esta é passada para a frente. Não sabe definir, com exatidão, qual a última parte do corpo do penúltimo defesa, da bola ou do último avançado.</p>
<p>Para terem uma ideia, a &#8220;Goal Line Technology&#8221; só não depende de dedo humano porque a bola, os postes e as balizas estão carregadas de mil e um sensores que disparam informação automática para um hiper-mega-super relógio do árbitro. A brincadeira custa milhões para ser usada duas, três vezes por época.</p>
<p>Moral da história: em matéria de fora de jogo, é o VAR &#8211; em Portugal, na Alemanha ou em Espanha &#8211; quem diz ao seu Técnico de Imagem onde deve colocar as tais linhas, com base naqueles que são, aos seus olhos, os pontos exatos.</p>
<p>Ora, como num só segundo cabem pelo menos 25 frames televisivos, uma linha que seja colocada num ponto microscopicamente errado &#8211; daqueles imperceptíveis a olho nú &#8211; pode significar a diferença entre acertar ou errar na decisão. Involuntariamente.</p>
<p>É dramático? Claro que é! Todos os erros o são e a tecnologia nasceu para anula-los, mas neste caso serão sempre inevitáveis se tudo se mantiver como está.</p>
<p>Portanto, das duas uma: ou algum génio informático encontra o sistema perfeito, retirando esse fardo das mãos dos videoárbitros ou a coisa não tem solução fácil à vista.</p>
<figure class="placement-"><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2020/01/img_5e16f5b97a213.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">AFP CONTRIBUTOR</p>
</figcaption></figure>
<p>E não tem porque esta novela recente &#8211; que começou no Presidente da UEFA, passou pelo IFAB e atingiu agora as massas (a de se passar a punir apenas FJ com um &#8220;corpo de intervalo&#8221; ou com &#8220;20cms de adiantamento&#8221;) -, é bem intencionada mas mal pensada:</p>
<p>&#8211; Então alguém acha mesmo que as discussões terminarão aí? Acham mesmo que a contestação não passará para a parte do corpo que não parece estar toda à frente do defesa&#8230; ou para a unha do pé, que não parece estar adiantada em relação ao adversário?</p>
<p>Então a discussão não passará da ponta do nariz de hoje para os 19cms/21 cms de amanhã, se a tolerância passar a ser de 20cms?</p>
<p>Mas quem é que nós queremos enganar?</p>
<p>A resposta ideal para isto não é fácil, mas pior são soluções de recurso, propostas por quem nunca calçou um par de botas e pensadas à pressa, só para diminuir o ruído e evitar a polémica. Tenham lá paciência, mas não é reativamente que se resolvem coisas importantes.</p>
<p>Soluções? Bem&#8230; acabem com o fora de jogo. Destrói o futebol por completo e a beleza da sua componente tática, mas corta o mal pela raiz.</p>
<p>Mudem a lei/protocolo, de modo a que o fora de jogo passe a ser algo absolutamente factual e objetivo (aceitam-se alvíssaras, porque não é coisa fácil de concretizar).</p>
<p>Até que algo bem refletido (ou milagroso) apareça, qualquer mudança nesta matéria será apenas mais do mesmo: um adiar da discussão. Um adiar do problema. Um adiar da contestação.</p>
<p>Vale uma aposta?</p>
</div>
<p>Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2020-01-08-A-questao-mais-premente-do-futebol-moderno-o-fora-de-jogo-milimetrico.-nao-e-fora-de-jogo-?fbclid=IwAR1Qn3hI8SsQHBbAPs6y0SNsQ5ZG9YGcheQPtH5gxUz-0K8A2i0c5-kaVBA" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>&#8220;Tribuna Expresso&#8221;</em></a></p>
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		<title>Um jogo sem gente é como um Natal sem presentes</title>
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				<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 18:41:01 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Um jogo sem gente é como um Natal sem presentes. Mas é preciso diferenciar os adeptos: há bons, há maus e há doentes. SERGIO PEREZ Os adeptos. Os adeptos são</p>
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<h4 class="title">Um jogo sem gente é como um Natal sem presentes. Mas é preciso diferenciar os adeptos: há bons, há maus e há doentes.</h4>
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<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/12/img_5dfbc43d42db3.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-10-18-bancada-adepto-sozinho.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">SERGIO PEREZ</p>
</figcaption></figure>
</div>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p>Os adeptos. Os adeptos são o condimento maior do desporto. De qualquer desporto.</p>
<p>Sem eles, não há aplausos nem coreografias, não há bandeiras coloridas nem emoções genuínas, não há adrenalina pura nem paixão exacerbada. A tal paixão que invade a alma de quem está lá dentro, de forma imparável. De forma quase insuperável.</p>
<p>No futebol ou no atletismo, na ginástica ou no râguebi, no ténis ou na natação, seja onde for, só o calor humano, o ruído das massas e a força de um mar de gente conseguem abrilhantar a festa e dar luz, som e cor ao espetáculo. A qualquer espetáculo.</p>
<p>É mágico, de facto.</p>
<p>Um jogo sem gente é como um Natal sem presentes. Não é normal, não é expectável, não faz sentido.</p>
<p>A pior experiência que um atleta, treinador ou árbitro podem ter é fazer o que mais gostam sem ninguém lá para ver, para testemunhar ou aplaudir. Atuar numa sala vazia ou num palco sem plateia é contratura. É feio, frio e triste. É devastador.</p>
<p>Dito isto, importa diferenciar os vários tipos de adeptos que existem.</p>
<p>Primeiro há os bons. Os bons a sério. São muitos (felizmente) e são os mais importantes de todos.</p>
<p>Os bons adeptos são os que acompanham o seu ídolo ou equipa para todo o lado, sempre que isso é possível. São os que os incentivam e apoiam mas também os que sabem criticá-los, quando sentem que isso é necessário. São os que estão presentes quando a sua presença importa, quando a sua presença se impõe.</p>
<p>Os bons adeptos também têm momentos menos bons, mais irrefletidos ou exacerbados, de maior crispação ou exagero, mas são transversalmente boas almas, boas pessoas. Gente que sente com o coração mas que sabe estar, que sabe ser. Gente com valores e educação.</p>
<p>Depois, existem os maus.</p>
<p>Os maus são os <em>hooligans</em> e os arruaceiros, os radicais e os terroristas, os bandidos e os criminosos.</p>
<p>São poucos (esperamos nós), mas quando vão a um espetáculo, evidenciam-se. Não querem usufruir, apoiar ou incentivar. Só querem incomodar, chatear e perturbar. Procuram motivos para fazer motins, para criar o caos, para impor a desordem e o medo. Os maus adeptos são os que agridem os outros, os que ameaçam os adversários e os que atiram cadeiras a tudo e a todos. São os que adoram destruir o que lhes aparece pela frente. Para eles, o jogo não é o fim mas apenas um meio. O argumento perfeito para serem o que genuinamente são: um bando de energúmenos, com uma vida infeliz e uma sina triste.</p>
<figure class="placement-"><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/12/img_5dfbc43da5e97.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-18-adepto-cadeira.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">MIKE HEWITT</p>
</figcaption></figure>
<p>Por último, há o chamado &#8220;adepto-doente&#8221;.</p>
<p>O adepto-doente existe em abundância e de forma quase transversal. São pessoas com traços de personalidade muito característicos, óbvios a olho nú: sofrem de mania de perseguição, de complexo de inferioridade, de egocentrismo intermitente, de memória seletiva e, claro, de &#8220;Síndrome de Calimero&#8221;.</p>
<p>Para esses, a vitória é sempre obtida com mérito e a derrota tem sempre o dedo nefasto de alguém. Para esses, o adversário é inimigo, o árbitro é ladrão e a competição é apenas um sistema putrefacto, que beneficia os rivais e oprime-os a eles, vítimas, inocentes. Para esses, a opinião favorável de uns só está certa quando coincide com a sua. Quando é diferente, passa a desonesta, mal-intencionada e incompetente.</p>
<p>O adepto-doente é, quase sempre, uma pessoa mal educada. Tem má formação de base. Por isso, usa o insulto, a ameaça e a ofensa como armas de arremesso. Armas que procuram apenas disfarçar a sua incapacidade óbvia em discordar, com fundamentos e substância. Com argumentos e factos.</p>
<p>Geralmente é uma pessoa ordinária, rude e bastante covarde: escondido na bancada ou atrás de um qualquer teclado diz que bate, que faz e que acontece, mas ao perto e olhos nos olhos, baixa a cabeça, desvia o olhar, esconde-se deprimentemente nos intervalos da chuva.</p>
<p>O adepto-doente, que é um residente ativo das redes sociais e uma alma só e infeliz, raramente pensa pela sua cabeça. Consome tudo o que é dito por outros como se fossem verdades absolutas e faz disso a sua bandeira, a sua luta. A sua causa. É isso que o preenche. É isso que o sacia. É isso que o distrai. Só isso.</p>
<p>De todos os adeptos que existem, este é o mais pobre de cabeça, o mais ingénuo e o que mais pena dá.</p>
<p>É certo que as pessoas não são todas iguais e não há sociedades perfeitas, mas a verdade é que a forma como vemos e apoiamos o desporto em Portugal, está ainda longe da ideal. Da que se espera de um país evoluído, com méritos desportivos acumulados uns em cima dos outros.</p>
<p>Educar, formar, ensinar valores é um desafio tremendo, que deve começar logo no ventre&#8230; mas é o único caminho que permitirá o nascimento de outras gerações. O nascimento de pessoas melhores, de seres humanos distintos, de gente com outra atitude e caráter.</p>
<p>Se queremos a mudança, temos que ser a mudança.</p>
</div>
<p>Artigo publicado em <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2019-12-18-Um-jogo-sem-gente-e-como-um-Natal-sem-presentes.-Mas-e-preciso-diferenciar-os-adeptos-ha-bons-ha-maus-e-ha-doentes--por-Duarte-Gomes-" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Tribuna Expresso</em></a></p>
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		<title>Até quando temos de levar com isto?</title>
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				<pubDate>Tue, 17 Dec 2019 12:14:18 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Estamos a entrar em 2020 e a lengalenga é exatamente igual à de 1980: até quando temos de levar com isto? MÁRIO CRUZ Não sei se por masoquismo ou se</p>
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<h4 class="title">Estamos a entrar em 2020 e a lengalenga é exatamente igual à de 1980: até quando temos de levar com isto?</h4>
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<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/12/img_5df8c69ae310f.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-09-belenenses-sad-porto-liga-nos-arbitro.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">MÁRIO CRUZ</p>
</figcaption></figure>
</div>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p>Não sei se por masoquismo ou se por manifesta incapacidade em fazer mais, mas a verdade é que as más notícias estão de volta ao futebol português.</p>
<p>Esta constatação torna-se difícil de digerir por coincidir com mais um momento em que muitos dos nossos talentos voltaram a encher-nos de orgulho e alegria, mas&#8230; Jordan e Madjer, Hélio Sousa e José Morais, Jorge Jesus e Cia, esqueçam lá isso.</p>
<p>Há quem esteja demasiado ocupado a tentar ser estrela. É por isso que nem vos vêem, tal a cegueira em chamar para si todo o protagonismo.</p>
<p>Diga-se, em abono da verdade, que eles, coitados, não são os únicos responsáveis por essa figura.</p>
<p>Também o é quem insiste em lhes dar voz, palco e importância. Quem precisa deles para sobreviver, para vender jornais e garantir audiências. E de quem, cá fora, precisa de consumir avidamente tudo isso, só para se entreter. Como se essa droga putrefacta resolvesse o vazio existencial e a melancolia social de todas as pessoas.</p>
<p>Não caiam nessa, meus amigos. O futebol é demasiado grandioso e não precisa disso para despertar emoções ou adrenalina.</p>
<p>Agora convenhamos, o que se tem visto, lido e ouvido ultimamente é mau demais.</p>
<p>Há quem insista que é sistematicamente prejudicado e perseguido pelos erros dos árbitros. Há quem passe para fora a ideia &#8211; criada há séculos &#8211; que &#8220;o sistema&#8221; está enviesado e que os grandes rivais são estrategicamente beneficiados. Há quem se dê até ao trabalho de andar de calculadora na mão a fazer contas dos &#8220;pontos da verdade&#8221;, como se a verdade dependesse apenas de uma variável, quando assenta em tantas outras.</p>
<p>Agora digam-me: se os meus amigos consideram-se pessoas inteligentes&#8230; como é que é caem nisso?</p>
<p>Da minha parte, confesso. Já não há pachorra para tanta treta. Desculpem, mas não há.</p>
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<p class="credits">GUALTER FATIA</p>
</figcaption></figure>
<p>Estamos a entrar em 2020 e a lengalenga é exatamente igual à de 1980. Quarenta anos (!!) de mais do mesmo.</p>
<p>Mudaram os meios e os atores, entraram uns e saíram outros, mas a pequenez do discurso manteve-se inalterável. Arrrgghhh!</p>
<p>O futebol cresceu e evoluiu, a indústria modernizou-se, as estruturas profissionalizaram-se, a qualidade do produto explodiu&#8230; e o raio do ruído é o a mesma de sempre.</p>
<p>Até quando é que temos que levar com isto?</p>
<p>Ouçam o que eu vos digo, por favor: ninguém é prejudicado deliberadamente! Ninguém é perseguido estrategicamente! Ninguém é lesado propositadamente!</p>
<p>Não há complôs para beneficiar uns e prejudicar outros. Não há esquemas maquiavélicos para entregar o título a uns e tirar a outros. Não há fantasmas, não há perseguições, não há agenda própria. O que há são sótãos sombrios em vez de almas bondosas. O que há são tentativas recorrentes de vos dar a volta à cabeça.</p>
<p>Os erros a que muitos se referem, de facto, existem. Não todos (nem metade), mas alguns existem sim. E existem como resultado de um cocktail que, em alta competição, é explosivo: aquele que resulta da mistura da inexperiência com a incompetência.</p>
<p>De facto, há demasiada incompetência no atual quadro de árbitros, sobretudo porque tem agora todas as condições e meios para fazer muito mais e muito melhor. Portanto, se quiserem abordar a questão de forma didatica e séria, façam-no nessa perspetiva, porque fazem-no muito bem.</p>
<p>Agora, por favor, párem de vender a mentira que os rotula, direta ou indiretamente, de profissionais desonestos, de pessoas dependentes ou de agentes subservientes. Além de todas as outras, isso tem hoje consequências pesadíssimas nas suas vidas pessoais. Não é justo!</p>
<p>É bem verdade que a arbitragem tem um longo caminho a percorrer para chegar ao patamar que se deseja e não é menos verdade que a exigência sobre ela deve ser grande, mas acreditem, em matéria de caráter e dignidade, o desafio que o futebol enfrenta é bem maior.</p>
<p>Sejamos honestos: não são os árbitros que continuam a afastar-se da realidade europeia, no que diz respeito à competitividade desportiva e à saúde financeira. São os clubes e o futebol português.</p>
<figure class="placement-"><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/12/img_5df8c69bb0e25.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-arbitro-assistente-bandeira-relvado.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">AFP CONTRIBUTOR</p>
</figcaption></figure>
<p>Não são os árbitros que insistem em olhar para o umbigo, em vez de olhar para o todo, para o bem maior.</p>
<p>Não são os árbitros que atuam como se o campeonato se jogasse com uma só equipa, ignorando ou conflituando com todas as outras.</p>
<p>Não são os árbitros que vêm os adversários como inimigos e a crítica como declaração de guerra.</p>
<p>Não são os árbitros que têm a visão estratégica toldada pela egoísmo e pela incapacidade em pensar além do próprio perímetro.</p>
<p>Não são os árbitros que falham ao efetuar contratações duvidosas (e dispendiosas) nem são eles que cometem equívocos táticos ou más opções estratégicas durante o jogo.</p>
<p>Não são os árbitros que têm culpa da maioria dos estádios estarem quase sempre vazios.</p>
<p>Não são os árbitros que têm culpa que os clubes dependam, em demasia, das transmissões televisivas, não encontrando meios alternativos de crescerem a outros níveis.</p>
<p>Não são os árbitros que andam de costas voltadas com os adeptos.</p>
<figure class="placement-"><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/12/img_5df8c69bcb6f8.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-12-11-GettyImages-1168565445.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">MIGUEL RIOPA</p>
</figcaption></figure>
<p>Não são os árbitros que passam a vida a criticar a gestão da sua própria equipa.</p>
<p>Não são os árbitros (até hoje, 11. Dez. 2019) que se vão sentando, à vez, no banco dos réus, por alegadas condutas ilícitas.</p>
<p>Não são os árbitros (até hoje, 11. Dez. 2019) que têm estado envolvidos em escândalos de apostas ou em viciação de resultados.</p>
<p>Não são os árbitros (até hoje, 11. Dez. 2019) que são arguidos em processos menos claros e pouco abonatórios.</p>
<p>Não são os árbitros que ameaçam e batem nos jogadores da sua própria equipa.</p>
<p>Não são os árbitros que põem dinheiro na conta de dirigentes para os tentar expor como corruptos nem foram eles que invadiram centros de treino ou andaram a atropelar adeptos na rua.</p>
<p>Os árbitros erram nas avaliações que fazem em campo, mas não são os culpados de haver gente mal-formada no futebol em Portugal.</p>
<p>Portanto, vamos lá deixar de achar que toda a gente come gelados com a testa e vamos começar a tratar as pessoas como seres inteligentes e pensantes.</p>
<p>Fica o desafio sincero: mudem de estratégia, porque tudo o que impulsiona o conflito e alimenta a suspeição, afasta-nos do lugar onde queremos e merecemos estar. Joguem limpo fora de campo, porque lá dentro toda a gente dá o litro.</p>
<p>Sejam genuínos no discurso. Sejam educados, tenham respeito por quem vos segue e admira, não ofendam o futebol com menoridades.</p>
<p>Não pode valer tudo. Mostrem-nos a vossa grandeza e o vosso caráter.</p>
<p>O futebol português precisa de vocês no vosso melhor. Precisa da vossa visão, do vosso talento e da vossa capacidade de organização e gestão. Orientem o discurso e a tática para as coisas que verdadeiramente importam: as coisas boas.</p>
<p>Tentem brilhar, cá fora, como muitos outros brilham lá dentro.</p>
<p>Não pode ser assim tão difícil, caramba.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2019-12-11-Estamos-a-entrar-em-2020-e-a-lengalenga-e-exatamente-igual-a-de-1980-ate-quando-temos-de-levar-com-isto---Duarte-Gomes-perdeu-a-pachorra-" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Tribuna Expresso</em></a></p>
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		<title>Caro adepto, se quer criticar, critique&#8230;</title>
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				<pubDate>Thu, 28 Nov 2019 11:21:27 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Caro adepto, se quer criticar, critique com conhecimento de causa: aqui estão seis regras, novas e velhas, para rever BEN STANSALL Os campeonatos profissionais pararam algumas semanas. Quando isso acontece</p>
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<h4 class="title">Caro adepto, se quer criticar, critique com conhecimento de causa: aqui estão seis regras, novas e velhas, para rever</h4>
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<p class="credits">BEN STANSALL</p>
</figcaption></figure>
</div>
<div class="articleShareToolsContainer floatable"></div>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p>Os campeonatos profissionais pararam algumas semanas.</p>
<p>Quando isso acontece &#8211; e quem gosta de bola, como eu, não gosta que aconteça &#8211; a tendência do adepto comum é desligar da realidade. Da realidade que, quase obcecadamente, agarramo-nos jornada após jornada, jogo após jogo.</p>
<p>Na <strong>Tribuna Expresso</strong> não queremos que fique fora de jogo. Eu, garantidamente, não quero.</p>
<p>Por isso, sugiro que voltemos a recordar algumas das premissas-base da lei. Como o saber não ocupa espaço, vamos então rever seis curiosidades das regras:</p>
<p><strong>1. Sabiam que se um jogador se lesionar por força de uma falta que origine cartão amarelo ou vermelho para o adversário, ele não tem que sair do terreno para ser tratado? </strong>Basta que a assistência, em campo, não ultrapasse os 20/30 segundos.</p>
<p>Há um princípio de justiça aqui subjacente: impedir que quem sofra uma infração seja obrigado a abandonar o campo, enquanto que quem a comete tenha a liberdade de manter-se no terreno de jogo.</p>
<p>Faz sentido, não faz?</p>
<p><strong>2. Sabiam que se dois jogadores da mesma equipa chocarem um com o outro e ambos precisarem de cuidados médicos, nenhum tem que sair para ser assistido?</strong> O princípio é o mesmo: impedir que uma equipa que não infringe fique temporariamente privada de dois dos seus elementos. Seria igualmente injusto.</p>
<p>Além destas exceções, fique a saber que há outras que não obrigam à saída para tratamento médico: a lesão de um guarda-redes; a colisão entre o GR e um jogador de campo (em que ambos fiquem lesionados); a ocorrência de uma lesão grave (perna partida, comoção cerebral, etc); e, a mais recente, a do executante habitual do pontapé de penálti que necessite de assistência para depois ser o próprio a executar o castigo máximo.</p>
<p>Por aqui, estamos esclarecidos.</p>
<p><strong>3. Agora outra questão: sempre que o árbitro disser ao executante de um pontapé-livre (daqueles perto das áreas) que ele só pode rematar após o seu sinal (e aponta para o apito), o jogador será advertido se o fizer antes.</strong></p>
<p>Aqui não se coloca a questão da sensatez, mas a da aplicar uma regra que é muito clara.</p>
<p>Da mesma forma, convém recordar que que os defesas que compõem a barreira só podem adiantar-se a partir do momento em que o adversário remate. Também aí a desobediência é punida com cartão amarelo.</p>
<p>E já que estamos a falar de &#8220;barreiras&#8221;, duas notas adicionais:</p>
<p>&#8211; Os defesas podem usar as mãos/braços para cobrir o corpo e a cara, mas sem que com isso &#8220;cresçam&#8221; para retirar vantagem. Caso essa volumetria injustificada ocorra, o árbitro punirá em conformidade;</p>
<p>&#8211; A partir desta época, nenhum avançado pode estar a menos de 1m da barreira que seja composta por, pelo menos, três defensores. Se incumprir, o pontapé livre &#8211; depois de executado &#8211; será convertido em falta atacante (livre indireto).</p>
<p><strong>4. Outro reminder importante: a chamada &#8220;paradinha&#8221; (nos pontapés de penálti) só é ilegal quando o executante simular o remate à baliza depois de terminar a sua corrida, estando junto à bola.</strong></p>
<p>Se apenas desacelerar/parar a corrida e retoma-la depois ou se nunca simular rematar, considera-se não haver qualquer irregularidade.</p>
<p>Do mesmo modo e a partir desta época, os GR podem ter apenas um pé (ou parte dele) sobre a sua linha de baliza, estando o outro dentro do terreno, se assim entenderem.</p>
<p>Num e noutro caso, o VAR pode intervir em caso de clara e evidente infração.</p>
<p><strong>5. Mudemos de assunto. Na celebração de golos &#8211; momentos de maior adrenalina e menor lucidez -, um jogador que deixe momentaneamente o terreno de jogo não é, só por si, advertido.</strong></p>
<p>No entanto, o cartão amarelo será obrigatório se ele despir a camisola ou cubrir a cabeça com ela; se trepar a vedação para comemorar junto dos adeptos ou se aproximar-se excessivamente deles, causando problemas de segurança; se fizer gestos ou atuar de maneira provocatória; se cubrir a cabeça ou a cara com uma máscara ou artigo semelhante.</p>
<p>Nota importante: mesmo que um golo venha a ser anulado (por exemplo, após intervenção do VAR), os cartões amarelos exibidos por condutas antidesportivas dos jogadores mantêm-se.</p>
<p><strong>6 &#8211; A última dica de hoje é relativa ao fora de jogo (Lei 11):</strong></p>
<p>Ideia-chave: por regra, se um jogador está em posição de fora de jogo e joga/toca na bola, é punido (esta é a mais fácil).</p>
<p>Agora outra variável: se está em posição de fora de jogo mas não toca nem joga a bola, só é punido se INTERFERIR NA AÇÃO do adversário.</p>
<p>Há várias formas de &#8220;interferir&#8221;: tentar disputar a bola com ele, impedi-lo de o fazer, distrai-lo, tomar uma ação óbvio que o perturbe, tapar o seu ângulo de visão, obstrui-lo, etc.</p>
<p>No fundo, um jogador será punido por interferir com o opositor sempre que praticar uma ação clara e óbvia que o prejudique, que o iniba ou afete. Que o impeça de fazer o seu trabalho livremente.</p>
<p>A leitura destes momentos, em campo, nem sempre é clara. Aliás, muitas vezes é terrível, porque avaliar interferências sobre outro é algo demasiado subjetivo.</p>
<p>Mas conhecendo o princípio teórico, fica mais fácil, certo?</p>
<p><strong>Notas finais:</strong></p>
<p>A &#8211; Um jogador em fora de jogo pode jogar a bola sem ser punido se ela vier deliberadamente de um adversário ou diretamente de um pontapé de baliza, pontapé de canto ou lançamento lateral. Esta convém nunca esquecer;</p>
<p>B &#8211; Se um jogador em fora de jogo sofrer uma falta ANTES de tomar parte ativa no jogo (ou seja, antes de tocar na bola ou de interferir com o adversário), essa falta tem que ser punida.</p>
<p>Exemplo: se ele estiver na área adversária e for carregado pelo defesa antes de intervir no jogo/adversário, o pontapé de penálti deve ser assinalado;</p>
<p>&#8211; Por outro lado, se o avançado em posição de fora de jogo for carregado APÓS tomar parte ativa no jogo (ou seja, depois de tocar na bola ou de interferir com os defesas), deve assinalar-se o fora de jogo, porque foi a primeira infração a materializar-se.</p>
<p>É mais fácil assim do que lá dentro, não é?</p>
<p>Em breve voltarei com outras dicas técnicas. São tantas&#8230;</p>
</div>
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<div class="articleShareToolsContainer ">
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<div class="inputContainer">Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2019-11-27-Caro-adepto-se-quer-criticar-critique-com-conhecimento-de-causa-aqui-estao-seis-regras-novas-e-velhas-para-rever" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Tribuna Expresso&#8221;</a></div>
</div>
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		<title>Há dias assim&#8230;</title>
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				<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 09:59:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Há dias assim, em que os penáltis nos jogos dos grandes não são a coisa mais importante do universo. COLIN MCPHERSON Spoiler: o espírito natalício apoderou-se deste infame cronista. O</p>
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<h4 class="title">Há dias assim, em que os penáltis nos jogos dos grandes não são a coisa mais importante do universo.</h4>
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<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/11/img_5dcd2580bf75d.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-13-jogo-de-futebol-adeptos.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">COLIN MCPHERSON</p>
</figcaption></figure>
</div>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p><em>Spoiler</em>: o espírito natalício apoderou-se deste infame cronista. O artigo que se segue está disponível na &#8220;Secção Lamechas&#8221; de qualquer loja de conveniência que venda romantismo às paletes. Há dias assim, em que os penáltis nos jogos dos grandes não são a coisa mais importante do universo. Temos pena.</p>
<p>&#8220;O colégio da minha filha fica paredes-meias com um lar de idosos. A ideia, concebida propositadamente, é genial porque permite que os mais pequenos possam conviver, pontualmente, com os mais velhos. As vantagens dessa ligação são tão evidentes que, acho eu, dispensam qualquer explicação racional.</p>
<p>Não raras vezes, a Beatriz (é assim que se chama o pequeno centro do meu mundo) chega a casa com histórias encantadoras: um destes dias, contou-nos que houve uma senhora que fez 103 anos e que teve direito a uma festa de arromba: os &#8220;parabéns&#8221; foram cantados, em alto e bom som, por miúdos e graúdos. Foi memorável!</p>
<p>Poucas semanas antes tinha também partilhado a história dos dois mais famosos residentes daquela casa de repouso: um pai e a sua filha. Ele terá uns cem, cento e poucos anos, ela andará muito perto dos oitenta. A parte mais gostosa é que ele continua a chamar para si toda a responsabilidade de papá, tal o carinho que nutre pela sua &#8220;bebé&#8221;. A sua bebé de sempre.</p>
<p>Diz quem vê que é uma delícia. Eu acredito.</p>
<p>A dimensão humana destes testemunhos, partilhados pela voz inocente da minha filhota, colocam-me perante a questão filosófica de tentar perceber aquilo que é mais ou menos importante nas nossas vidas.</p>
<p>Para mim, este exercício &#8211; mais romântico do que realista (não digam que eu não avisei) &#8211; faz todo o sentido, sobretudo se tivermos em linha de conta que, nos dias de hoje, a tendência é permitirmos que a nossa atenção seja canalizada, quase sempre, para o que é acessório e não para o que é essencial.</p>
<p>A verdade verdadinha é que passamos mais tempo a tentar resolver problemas sem importância do que a focarmos nas coisas maiores da vida.</p>
<p>Andamos a mil, dormimos pouco e comemos mal. Chateamo-nos com burocracias inconsequentes e com coisas fúteis.</p>
<p>Parece que andamos sempre a correr atrás de qualquer coisa que nunca conseguimos apanhar. Queremos sanar conflitos pontuais (com os outros e connosco) e entramos discussões estéreis, das quais nos arrependemos segundos depois.</p>
<p>Deixamos que a boca diga o disparate que o coração atira sem ouvirmos a voz que a razão aconselha. É uma tortura.</p>
<p>No meio desse turbilhão de minudências, permitimos que as coisas palermas, as mais pequenas, ganhem terreno às outras. Às grandes. Às que mais importam.</p>
<p>Parece que vivemos ao contrário. Do avesso. De pernas para o ar. A parte mais estúpida desta lógica é que, com isso, gastamos segundos valiosos. Segundos que jamais se repetirão. Não é que sejamos burros. Apenas agimos como tal grande parte das vezes.</p>
<p>Solução? Parar. Parar para respirar e para pensar. Para pensar com calma e com distância.</p>
<p>As coisas devem ter a dimensão que têm. Nem mais nem menos.</p>
<p>Pagar contas, resolver dramas, discutir com os outros, faz parte. Comentar diabruras dos políticos, criticar o que está errado, chamar nomes ao árbitro&#8230; também.</p>
<p>Viver sem esbracejar, barafustar ou refilar não é viver com emoção. O inconformismo, a insatisfação, a discussão, são armas poderosas da evolução. Certo. Tudo certo.</p>
<p>Mas tudo isso tem que ser enquadrado, porque só tem a importância que tem. E perante a forma como eu vejo a vida quando ouço as histórias que a minha filha conta&#8230; isso ou vale pouco ou não vale nada.</p>
<p>Viver a sério não é viver assim, nessa azáfama angustiante e desgastante. Nesse corre, corre sem parar.</p>
<p>Viver a sério é saborear o tempo com tempo. É partilhar, é dar, é saber ouvir.</p>
<p>Viver a sério é passar mais tempo com os nossos, é respirar fundo, é estar com pessoas leves, boas e arejadas.</p>
<p>Viver a sério é ser educado, gentil e tolerante. É ajudar o próximo sem esperar que o próximo retribua. É doar em anonimato. É viajar pelo mundo, mesmo que a única viagem que possamos fazer seja a do mundo dos nossos sonhos.</p>
<p>Viver a sério é saber que os mais novos, como os da escola da Bea, têm tempo para dedicar aos mais velhos, os do lar ao lado.</p>
<p>O resto não é bem viver. É inspirar e expirar. É sobreviver. E não é suposto ser assim, pois não?</p>
<p>PS &#8211; Para a semana volto ao VAR, às expulsões e às decisões polémicas. Só para perceberem que a insanidade pontual ficou curada. Por enquanto.</p>
</div>
<p>Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2019-11-13-Ha-dias-assim-em-que-os-penaltis-nos-jogos-dos-grandes-nao-sao-a-coisa-mais-importante-do-universo--por-Duarte-Gomes-" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tribuna Expresso </a></p>
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		<title>VAR, VAR, VAR&#8230; e VAR</title>
		<link>https://kickoff.pt/var-var-var-e-var/</link>
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				<pubDate>Wed, 06 Nov 2019 17:33:17 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[<p>Não há volta a dar: as coisas não têm corrido bem com um Ferrari que só pode andar a 40 km/h. NURPHOTO VAR, VAR, VAR&#8230; e VAR. Não há volta</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt/var-var-var-e-var/">VAR, VAR, VAR&#8230; e VAR</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://kickoff.pt">Kickoff</a>.</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<h4>Não há volta a dar: as coisas não têm corrido bem com um Ferrari que só pode andar a 40 km/h.</h4>
<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/11/img_5dc303dd2b968.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2019-11-06-GettyImages-1162204544.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">NURPHOTO</p>
<p>VAR, VAR, VAR&#8230; e VAR.</p>
<p>Não há volta a dar.</p>
<p>A tecnologia do videoárbitro continua a ser um dos assuntos do momento do futebol português.</p>
<p>Desta vez, até se percebe porquê.</p>
<p>As coisas não têm corrido bem. Todas as opiniões &#8211; mesmo as mais infundadas, disparatadas e acaloradas &#8211; convergem e, quando assim é, o mais sensato é que saibamos ouvi-las para, pelo menos, refletirmos.</p>
<p>Errado seria insistir na ideia romântica que o mundo está todo errado, porque tudo está a andar às mil maravilhas.</p>
<p>Não. Não está.</p>
<p>Há aqui várias ideias que convém repisarmos, para tentarmos perceber de onde viemos, onde estamos e para onde queremos caminhar:</p>
<p>1. É indesmentível que a tecnologia já repôs a verdade em centenas de decisões maiores, cumprindo assim a sua grande finalidade. O futebol continua a ser um lugar muito melhor (e bem mais justo) desde que passou a ter o apoio do VAR. Quem pensa o contrário não está a pensar bem. Digo eu.</p>
<p>2 &#8211; Há uma diferença enorme entre o instrumento tecnológico, em si, e a pessoa que o opera: o primeiro é o Ferrari, o segundo o condutor. Um raramente falha, o outro erra mais vezes. É importante nunca confundir um com o outro.</p>
<p>3 &#8211; O protocolo atual é uma espécie de código de estrada mas em modo &#8220;extremamente rigoroso&#8221;. Faz uma coisa que, aos olhos de quem está cá fora, é contranatura: limita a condução do bólide a 40Km/H.</p>
<p>Ou seja, colocaram aquela máquina brutal nas mãos da arbitragem, mas logo lhe disseram que, na prática, ela vai ter a mesma eficácia que um Fiat 600. Tanto para dar e tão pouco para usufruir, já viram?</p>
<p>Imaginem a frustração que devem sentir os meus ex-colegas ao testemunharem, em sala, erros que os árbitros cometem em campo e nada poderem fazer para os ajudar.</p>
<p>4 &#8211; Uma das várias premissas protocolares é a intervenção basear-se apenas na evidência de erros &#8220;claros e óbvios&#8221;.</p>
<p>O que se tem visto é que aquilo que é &#8220;claro e óbvio&#8221; para a arbitragem é muito diferente daquilo que é &#8220;claro e óbvio&#8221; para a opinião pública.</p>
<p>Para ela, esse pressuposto exige que a intervenção ocorra em lances tão flagrantes que até o polícia de serviço no bar do estádio consegue ver; para qualquer um dos comuns mortais, apenas significa que um erro que toda a gente veja, sinta e reconheça como tal, tem que ser corrigido.</p>
<p>Esta gigantesca diferença de interpretação tem sido um dos maiores motivos de discórdia entre o que a videoarbitragem tem dado e aquilo que se esperava que desse.</p>
<p>Pode passar por aqui um aproximar de ideias que resulte no objetivo que esteve sempre subjacente à introdução da tecnologia: trazer mais verdade desportiva ao jogo. Servir o futebol. E não o ser uma espécie de justificação teórica para não ajudar.</p>
<p>5 &#8211; As imagens que os VARs disponibilizam aos árbitros nem sempre são as ideais e isso viu-se claramente na passada jornada.</p>
<figure class="placement-"><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/11/img_5dc303dd645ac.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-04-03-GettyImages-940465412.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">PEDRO FIUZA/GETTY</p>
</figcaption></figure>
<p>Em dois jogos, as que foram visionadas nos écrãs junto aos relvados, podem explicar muita coisa que não correu bem: não mostraram o melhor ângulo, o zoom mais adequado, o ponto de contacto, o momento decisivo para análise.</p>
<p>Se um árbitro, pressionado por todos, com suor a escorrer pela testa e a lucidez afetada pela exaustão física e mental, não dispuser do melhor &#8220;output&#8221; para decidir&#8230; como se espera que decida bem?</p>
<p>Para mau, já basta a dimensão reduzida do monitor que têm à disposição, a qualidade duvidosa da ampliação de imagem que recebem e o facto da chuva cair sobre o ecrã que consultam. Assim não é fácil.</p>
<p>Soluções? VAR e técnico de imagem têm que trabalhar em antecipação: quando o árbitro se desloca àquela zona, tem que saber o que vai ver. Tem que ter as imagens que indiscutivelmente o ajudem a tomar a opção certa.</p>
<p>E o AVAR, em vez de acompanhar esse processo boquiaberto, deve continuar a olhar para as imagens que o operador entretanto repete, para ver se surgem novos ângulos que possam ser facultados, no imediato, ao seu chefe de equipa;</p>
<p>6 &#8211; A coerência das decisões é o mais dificil de se conseguir, porque o futebol não é uma ciência exata e os árbitros não são autómatos. Mas é algo que, em determinadas situações-padrão, pode ser alcançado. O truque é continuar a treinar, a preparar, a ver e rever lances, para afunilar critérios uniformizáveis em determinados momentos.</p>
<p>7 &#8211; A competência é como a coragem: ou se tem ou não se tem. E este é o filtro que deve continuar a ser feito, sem medos e sem restrições. Há árbitros que sabem ser bons videoárbitros, há outros que não. É duro? É. Mas é verdade.</p>
<p>Na arbitragem, só 20 árbitros é que pertencem à elite, sabem porquê? Porque os outros 4000 ainda não provaram que podiam lá estar. Na videoarbitragem é igual&#8230; ou devia ser igual. Não é para quem quer, é para quem pode e já se viu que nem todos podem.</p>
<p>A expectativa é enorme e a arma que foi introduzida para acalmar a confusão não pode ser a mesma que serve para difundi-la.</p>
<p>Há diagnóstico, há soluções propostas, há ideias. Falta fazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
</figcaption>Artigo publicado na <a href="https://tribunaexpresso.pt/opiniao/2019-11-06-VAR-VAR-VAR.-e-VAR.-Nao-ha-volta-a-dar-as-coisas-nao-tem-corrido-bem-com-um-Ferrari-que-so-pode-andar-a-40-km-h--por-Duarte-Gomes-" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tribuna Expresso</a></figure>
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		<title>A tecnologia já repôs a verdade desportiva</title>
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				<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 15:34:41 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[TRIBUNA EXPRESSO]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>A tecnologia já repôs a verdade desportiva em centenas de situações cruciais, mas tem falhados noutras. Porque parece mais fácil do que é. MAJA HITIJ &#8211; FIFA &#160; Decorridos dois</p>
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<h4 class="title">A tecnologia já repôs a verdade desportiva em centenas de situações cruciais, mas tem falhados noutras. Porque parece mais fácil do que é.</h4>
</header>
<div class="afterHeader">
<figure><picture class="landscape"><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://kickoff.pt/wp-content/uploads/2019/10/img_5db9ad9150d1d.jpg" sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-2048 2048w" alt="" data-srcset="//images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-240 240w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-320 320w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-480 480w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-680 680w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-768 768w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-860 860w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-960 960w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-1024 1024w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-1280 1280w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-1920 1920w, //images.impresa.pt/olimpia/2018-06-26-GettyImages-983809738.jpg/original/mw-2048 2048w" data-sizes="(min-width: 1280px) 860px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw" /></picture><figcaption>
<p class="credits">MAJA HITIJ &#8211; FIFA</p>
<p>&nbsp;</p>
</figcaption></figure>
</div>
<div class="articleContent horizontalSpacer">
<p>Decorridos dois anos após a introdução da &#8220;Tecnologia VAR&#8221;, ainda são muitas as dúvidas relativas à sua utilização.</p>
<p>Faz sentido. Afinal de contas, estamos a falar daquela que é a maior alteração já introduzida nas regras do jogo.</p>
<p>Como qualquer mudança impactante, também a do &#8220;Videoárbitro&#8221; requer tempo para amadurecer e crescer.</p>
<p>Parece-me, por isso, pertinente recordar algumas das premissas desta ferramenta. Para si, fica o convite: veja se há algo que pode ficar a saber e desconhecia ou se há algo que não recorde e que agora vá reavivar.</p>
<p><strong>1 &#8211; VAR Tecnologia &amp; VAR Árbitro</strong></p>
<p>Não são o mesmo. Complementam-se. A tecnologia, em si, é a ferramenta. A máquina, o carro de alta cilindrada. O árbitro é o seu utilizador. O operário. O condutor.<br />
Ambos complementam-se. Um não existe sem o outro. Do trabalho dos dois resultam as intervenções, as ações e omissões. Dessa simbiose sai a indicação para a decisão.</p>
<p><strong>2 &#8211; Árbitro é o líder, é quem decide</strong></p>
<p>O VAR, tal como o árbitro assistente ou o 4º Árbitro, estão sujeitos à autoridade do seu chefe de equipa. Podem intervir para indicar potenciais infrações, mas a última palavra cabe sempre ao árbitro principal. Não raras vezes, as suas sugestões não são acatadas porque o poder de decidir está em quem comanda as operações dentro do terreno de jogo.</p>
<p><strong>3 &#8211; Protocolo</strong></p>
<p>O VAR só intervém em situações de golo, pontapés de penálti, troca na identidade disciplinar de jogadores e cartões vermelhos diretos (incluindo os relativos a incidentes isolados que o árbitro não tenha visto).</p>
<p>A premissa para intervenção é simples mas não raras vezes esquecida por todos nós: só pode haver indicação quando o erro cometido em campo for claro e óbvio.<br />
Se o lance for dúbio, demasiado subjetivo ou permita várias leituras, o VAR não deve pronunciar-se.</p>
<p><strong>4 &#8211; &#8220;Cláusulas excluídas&#8221;</strong></p>
<p>Por outro lado, o VAR não intervém perante outro tipo de erros (ainda que evidentes), como os relativos à exibição de segundos amarelos, golos/penáltis resultantes de recomeços mal efetuados (lançamentos laterais, pontapés de baliza, de canto, etc), advertências por fazer ou mal decididas, faltas por assinalar ou mal assinaladas, entre outros.</p>
<p><strong>5 &#8211; Análise de lances do protocolo</strong></p>
<p>Regra &#8211; Todos os lances passíveis de revisão devem ser analisados a partir do momento em que se iniciou a respetiva jogada. Por exemplo, para analisar um possível penálti ou a validade de um golo, o VAR deve recuar até ao momento em que a equipa começou a construir a fase atacante que culminou naquela circunstância de jogo.</p>
<p><strong>Exemplos práticos:</strong></p>
<p>A &#8211; Se um jogador da equipa atacante fizer falta no início da jogada que resulta em penálti, o VAR deve dar indicação para o árbitro assinalar a primeira infração;</p>
<p>B &#8211; Se um golo for obtido após cruzamento para a área feito com a bola já fora do terreno, o árbitro deve ser alertado para isso, retificando o lance;</p>
<p>C &#8211; Se um jogador vir vermelho direto por impedir um adversário de concretizar uma oportunidade de golo (estando o avançado em fora de jogo), a expulsão deve ser anulada porque a jogada que a originou estava ferida de legalidade.</p>
<p>Exceção &#8211; se um jogador for expulso por entrada grosseira ou violenta, não é suposto rever-se todo o lance. O ato é analisado, isoladamente, pelo VAR porque aquela conduta é sempre censurável, ainda que a jogada que a originou seja irregular. Pune-se o ato, não o contexto.</p>
<p>Exemplo: defesa agride avançado que estava adiantado. O jogo recomeça com o pontapé livre indireto pelo FJ, mas o agressor é sempre expulso.</p>
<p><strong>6 -(Outros) Amarelos e vermelhos</strong></p>
<p>Por aqui se percebe que há cartões que se mantêm (mesmo que a jogada seja anulada) e outros que não.</p>
<p>Na prática, os que permanecem são os que resultam de gestos individuais, não de faltas táticas da equipa.</p>
<p><strong>Exemplos:</strong></p>
<p>A &#8211; Um avançado despe a camisola para festejar golo que é, entretanto, anulado: a advertência permanece porque o ato antidesportivo é seu;</p>
<p>B &#8211; Um jogador faz entrada negligente, em lance entretanto retificado: o amarelo mantém-se porque esse foi um gesto isolado;</p>
<p>C &#8211; Um atleta corta, com rasteira apenas imprudente, um ataque prometedor. O amarelo é retirado, porque a jogada que foi anulada deixou de existir e a atitude, por si só, não justificava cartão.</p>
<p>Difícil? Lembrem-se desta dica: nas entradas/condutas isoladas a sanção disciplinar mantém-se sempre; nas estratégicas, de enquadramento de jogadas (entretanto anuladas), é retirada.</p>
<p><strong>7 &#8211; Casos atípicos</strong></p>
<p>Há vários. Tantos, que ainda surgem uns quantos que nos surpreendem.</p>
<p>O último &#8220;mais visível&#8221; é interessante:<br />
&#8211; Equipa ganhou posse de bola com falta clara sobre um adversário; a jogada prosseguiu até à área contrária, onde ocorreu um possível penálti. O árbitro não considerou a falta inicial nem a infração na área. A bola saíu tocada, por último, pelo defesa e foi assinalado pontapé de canto.</p>
<p>Por ter entendido ter existido um erro claro e evidente no lance do possível penálti, o VAR alertou o seu colega de campo. Este reviu a jogada (porque não foi factual e objetiva, o que o dispensaria desse processo).</p>
<p>Vistas as imagens, entendeu não haver motivo para castigo máximo (manteve, por isso, o pontapé de canto).</p>
<p>Caso tivesse aceitado a indicação de penálti dada pelo VAR, só nesse momento é que este o alertaria para a existência d tal falta na fase de construção atacante.</p>
<p>O jogo recomeçaria então com o respetivo pontapé livre no local da primeira infração.</p>
<p>Parece mais fácil do que é, certo?</p>
<p>A ideia é que saibamos nos ajustar a uma realidade diferente e complexa. A tecnologia já repôs a verdade desportiva em centenas de situações cruciais. Tem falhados noutras, porque estamos todos &#8211; todos nós (árbitros incluídos) &#8211; a assimilar ainda o potencial tremenda que ela pode oferecer ao jogo.</p>
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