OS LANCES DO BENFICA / SPORTING

O jogo de ontem teve vários lances nas áreas e alguns outros que merecem análise.

Segue opinião sucinta (também no Jornal A Bola de hoje):


19` Golo do Sporting – Acunã estava milimetricamente adiantado. Partindo do princípio que a linha do fora de jogo estava posicionada corretamente, o lance devia ter sido anulado por fora de jogo.
Nota: O VAR não tem linhas nas imagens que recebe e só podia recomendar a alteração da decisão caso tivesse a certeza que tinha existido erro evidente e óbvio do árbitro. Sem linha, não podia ter.


28` – Coentrão colocou o braço nas costas de Jardel, não ficando claro em nenhuma imagem se apenas tocou ou se empurrou/carregou ilegalmente o jogador do Benfica. Mais um lance de medição de intensidade, em que o mais justo é aceitar qualquer interpretação que o árbitro desse em campo (de assinalar ou não a eventual infração).


33` – Lance de análise muito difícil, onde apenas uma única imagem (das muitas disponibilizadas) comprova, sem margem para qualquer dúvida, que a bola resvalou da cara para o braço direito de Coentrão.
Entende-se que o árbitro (e VAR) tenham interpretado que esse contacto não devia ter sido punido, por ter resultado de um ressalto/desvio inesperado no rosto do lateral do Sporting. No entanto, aquela imagem mostra que o defesa verde e branco tinha o braço esticado, fora da zona do corpo, em posição anormal para aquele movimento e com evidente volumetria. A melhor decisão teria sido a de assinalar pontapé de penálti.


60` – Piccini, em movimento de rotação para a frente, viu a bola rematada por Jonas bater-lhe no braço esquerdo, que estava junto ao seu corpo, sem volumetria e sem movimento deliberado para o corte. Lance bem avaliado.


64´ – Fejsa teve entrada muito dura e perigosa sobre Bruno Fernandes (pisão com a sola da bota no pé do médio leonino). O árbitro exibiu o cartão amarelo. Tinha suporte legal para mostrar o vermelho.


71 – Cervi cruzou e Piccini cortou a bola com o peito/ombro direito. De novo, lance bem avaliado pelo árbitro.


73 – Raúl Jiminez usou o braço direito para empurrar/carregar William (na zona do tronco/anca), afastando-o da jogada. A bola foi depois dominada pelo braço esquerdo do médio do Sporting, mas só após a primeira infração e como consequência dela. Ficou por assinalar a respetiva falta atacante.


89 – O único lance absolutamente claro e inequívoco: Battaglia jogou a bola, deliberadamente, com a mão, desviando-a da sua baliza. Pontapé de penálti bem assinalado e amarelo bem exibido (seria vermelho se Rui Patrício não estivesse atrás e perfeitamente enquadrado com o lance).

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