FINAL DA TAÇA CTT

Na final da Taça CTT, o lance que deu o golo do empate merece aqui análise.

Se repararem bem, essa jogada – rápida e intensa – deu azo a várias dúvidas: será que Trigueira, em algum momento, defendeu a bola já dentro da sua baliza? Será que houve mesmo mão de Podstawski? E se houve, ela não deveria ter sido punida com vermelho direto? Será que Doumbia estava em posição legal, no momento do remate de Coentrão? E se não estava, será que depois tomou parte ativa, interferindo no jogo ou com algum adversário?

Ali, naqueles três, quatro segundos de movimento ofensivo/defensivo, aconteceu muito de muita coisa.

Vamos então tentar dar a nossa opinião, baseada naquilo que nos mostraram as imagens televisivas:

1 – Apesar dos três remates consecutivos, a bola nunca parece ter entrado totalmente na baliza do Vitória FC.

2 – Podstawski tocou mesmo na bola com a sua mão esquerda. Embora em compreensível “desespero defensivo”, fê-lo de forma ostensiva e deliberada. Por essa infração específica, o pontapé de penálti foi bem assinalado. Esteve muito bem o VAR nesse aspeto particular.

3 – Tipicamente, os lances em que se corta uma clara oportunidade de golo com as mãos, são passíveis de expulsão (vermelho direto). No entanto, quando o guarda-redes está exatamente atrás de quem comete a infração e sobretudo na mesma linha de remate, parte-se do princípio teórico que poderia tocar/jogar/defender a bola. Ou seja, isso dilui a questão do golo ser iminente e justificar a sanção disciplinar máxima.

Foi o que aconteceu neste caso: Trigueira tinha a sua mão esquerda mesmo atrás da do jogador do Vitória e no mesmo enquadramento. A imagem abaixo não deixa qualquer dúvida quanto a isso. Assim sendo, o lance foi disciplinarmente bem avaliado: apenas cartão amarelo.

– A última (grande) dúvida – e que podia ferir toda a decisão final – refere-se ao posicionamento de Doumbia, no exato momento do segundo remate à baliza (feito por Fábio Coentrão): a imagem que dispomos (ver abaixo) não esclarece a 100% se o avançado do Sporting estaria ou não mais adiantado do que Pedro Pinto, caído no chão, um pouco mais à esquerda.

Fica a ideia que até poderia estar, mas é intelectualmente desonesto garantir objetivamente que sim, com base neste frame. A questão, no entanto, é muito simples:

– Se Doumbia estava em linha, portanto em posição legal, o lance foi muitíssimo bem decidido: pontapé de penálti bem assinalado e advertência bem efetuada. Ponto final.

Se Doumbia estava adiantado (em posição irregular), o lance devia ter sido invalidado por fora de jogo. Porquê?

Porque o avançado não só se movimentou em direção à bola, como ainda tentou ativamente cabeceá-la (saltou com Bas Dost) e tocou/colidiu com um defesa do Vitória (no caso, Vasco Fernandes), ao efetuar esse movimento.

Ou seja, nesse caso teria tomado parte ativa evidente, interferindo diretamente com o seu adversário, com quem disputou o lance.

Escreva a(s) palavra(s) que pretende pesquisar e pressione "enter"

X