Dica dos 2

A tripla penalização e os bloqueios

1. O fim da chamada “tripla penalização” ainda deixa algumas dúvidas, por isso cabe aqui novo esclarecimento sobre esta questão:

– O objetivo era terminar com a situação de um lance ser punido com pontapé de penálti, expulsão e ainda eventual suspensão do infrator (ou seja, por um só facto, a mesma equipa acumulava três sanções “pesadas”).

Por isso e a após sugestão de vários treinadores de renome mundial, o IFAB alterou as regras e criou atenuantes para evitar que isso acontecesse, em situações específicas:

– Um jogador (defensor) só passa a ser advertido (ou seja, ver apenas o cartão amarelo) quando cometer uma falta dentro da sua área de penálti… sobre um adversário que tenha clara possibilidade de marcar golo… ao jogar ou tentar jogar/disputar a bola.

Exemplo A – Defesa tenta desviar a bola com o pé e acaba por rasteirar avançado.

Exemplo B – GR joga-se aos pés do adversário para lhe tirar a bola, mas acaba por derrubá-lo (lance clássico).

Em todas as outras infrações (que ocorram fora da área ou quando há agarrão, empurrão, carga, toque deliberado com a mão, etc.) considera-se que não há tentativa de jogar/disputar a bola, mas apenas de impedir a progressão do opositor ou destruir a tal oportunidade de golo.

Nesses casos, o defesa continua a ver o cartão vermelho (mantém-se aí a tripla penalização).

2. Ao contrário do que acontece noutras modalidades (como no basquetebol, por exemplo), no futebol os “bloqueios” não são permitidos.

É uma tendência habitual e crescente de defesas (para travar avançados) e destes (para parar os defensores), mas na verdade é estratégia teoricamente punida pelas leis de jogo.

O problema é que são momentos de difícil perceção em campo.

Acontecem quase sempre de forma dissimulada, nos lances de bola parada e quando há grandes aglomerados de jogadores, num espaço reduzido do terreno.

Além disso, a linha que separa o mero contacto físico e o direito do jogador ocupar o seu espaço… ao movimento ostensivo (ou paragem forçada) para obstruir o adversário é, por vezes, muito ténue.

Mas apenas para que conste:

– Quando detetadas pela equipa de arbitragem, são punidas com pontapé livre (ou de penálti) e há cada vez mais recomendações para que a lei seja aplicada com rigor.

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