BENFICA / CSKA

Aos 22′, Lisandro cabeceou a bola contra o braço de Wernbloom, que em movimento defensivo e de costas para o lance, a desviou para canto.

Não houve motivo para penálti (jogada fortuita, não deliberada) mas seria pontapé de canto. O árbitro assinalou, indevidamente, pontapé de baliza.

 

Aos 39′, Seferovic – em rotação para a área adversária – agarra a camisola do seu adversário e é também agarrado na sua, por aquele.

Não ficou absolutamente claro, em nenhuma imagem, se as faltas foram consecutivas (uma a seguir à outra) ou simultâneas (ao mesmo tempo).

A ideia que a jogada dá é que o primeiro a agarrar, fora da área, terá sido mesmo o avançado do Benfica.

Se assim foi, o árbitro espanhol devia ter assinalado pontapé livre direto para o CSKA.

Mas se por acaso Mallenco tivesse entendido que as faltas foram simultâneas, devia ter assinalado pontapé de penálti para o Benfica e a lei explica porquê:

– Faltas simultâneas de dois jogadores adversários são punidas de acordo com a sua gravidade e obedecendo a quatro critério, por esta ordem: disciplinar, técnico, dureza e impacto tático no jogo.

Ora, nos primeiros três o lance foi igual: foram dois agarrões, punidos disciplinar e tecnicamente da mesma maneira.

Seria o quarto critério a desempatar a forma como se poderia punir esta situação.

E esse fala em “impacto táctico”.

Ou seja, quem beneficiaria mais com aquela infração simultânea? A equipa atacante.

Como o agarrão (que começou fora) acabou dentro, seria – em tese – punido como tal: penálti.

Lance muito difícil, onde a única opção verdadeiramente errada foi a “não falta”.

 

A bola foi rematada e embateu no braço esquerdo de André Almeida. O defesa lateral do Benfica não levantou o braço, não o levou em direção à bola, não ganhou volumetria desnecessária nem o tinha numa posição anormal para aquela ação.

O braço estava onde tinha que estar: ao longo do corpo.

Lance claro de não infração. O árbitro errou ao interpretar como faltoso.

 

Wernbloom, que acumulou sucessões de faltas durante a partida, colocado na sua barreira defensiva, tocou a bola com o seu braço direito, de forma deliberada (após remate de Grimaldo).

O defesa sueco dos moscovitas, que já tinha sido advertido, devia ter visto o segundo amarelo.

O braço não estava em posição normal para aquela ação, não estava a proteger o corpo. Ganhou volumetria e foi nesse momento que tocou na bola.

Seria novo pontapé livre direto (lance ocorreu fora da área do CSKA) e amarelo para o infrator. Errou o árbitro.

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