AC MILHEIRÓS / MOCIDADE SANGEMIL

Um jogador desmaiou após ter sido agredido por um adversário, numa partida disputada no passado fim de semana.

O incidente ocorreu no dérbi da cidade da Maia, a contar para a 1′ Divisão Distrital da AF Porto.

Segundo noticiou o JN, o atleta acabou por ser hospitalizado devido ao facto de ter ficado inconsciente na sequência daquela agressão.

O árbitro foi obrigado a terminar a partida aos 57 minutos, por entender não existirem condições mínimas de segurança, não obstante a pronta intervenção da GNR.

Infelizmente esta não é uma notícia diferente de tantas outras, mas desta vez não envolve elementos de uma equipa de arbitragem.

Apesar disso, a violência no desporto (no futebol em particular) será sempre denunciada e exposta nesta página. Não pactuamos com barbaridades e não aceitamos nenhuma justificação que tente legitimar como aceitável qualquer agressão ou ato violento.

Agora reparem neste facto indesmentível:

– Em jogos com policiamento há menos agressões.

As poucas que existem são quase sempre praticadas por jogadores (ou por outros elementos das equipas).

– Em jogos onde não há força policial, há um número bem mais elevado de atos de violência… e quase todas perpetuados por adeptos.

Conclusões:

1. A presença da autoridade é preventiva e inibe eventuais maus comportamentos por parte dos adeptos/público. Era fundamental que fosse obrigatória em todos os jogos, de todos os escalões. Só a vê como um custo quem ainda não percebeu as consequências reais (e potenciais) da insistência na sua ausência.

2. Se os regulamentos disciplinares fossem mais implacáveis, punindo severamente o atleta e o seu clube, haveria muito menos agressões provocadas por intervenientes diretos do jogo.

Um jogador que bate em alguém não pode ser banido (a lei não permite e a lei está mal), mas pode ser suspenso por tempo que não permita o seu regresso.

E se a sua equipa for também severamente castigada, seguramente fará tudo para não ter nos seus quadros elementos conflituosos, que podem perigar o bom nome e sucesso desportivo de uma instituição.

O problema está mais do que diagnosticado e as soluções mais do que identificadas. É frustrante perceber que parece haver uma parede de intransigência que impede que se faça o que está certo antes que aconteça algo de errado.

Escreva a(s) palavra(s) que pretende pesquisar e pressione "enter"

X