A ARBITRAGEM DE ALVALADE

O romeno Ovidiu Hategan não esteve bem.
Não tanto pelas decisões técnicas, mas sobretudo por denotar óbvio nervosismo num jogo desta dimensão.

Isso seria “tolerável” se estivéssemos a falar de um jovem em estreia na Liga dos Campeões, mas não foi o caso. Ovidiu é experiente nestas andanças e ontem esteve a anos-luz do que se espera de um árbitro desta categoria: segurança, credibilidade e imunidade à pressão.

 

Nos lances de maior visibilidade (foram vários), destacamos o erro ao não advertir Suaréz quando este pisou Bruno Fernandes.
O toque nem foi impetuoso mas pareceu deliberado e ocorreu quando a bola já não estava lá. Como tinha advertido Gelson momentos antes, por uma questão de critério (e inteligência), tinha que o fazer aqui também.

 

Falhou também quando não exibiu o amarelo a Doumbia, que teve entrada fora de tempo e negligente sobre Umtiti, bem junto ao árbitro assistente. O avançado do Sporting acertou com o seu pé direito, em cheio, no pé esquerdo do central do Barcelona, quando este já tinha jogado a bola.

 

O único momento de maior dúvida técnica ocorreu na área dos catalães. Rakitic foi fazer a marcação a Bas Dost, o holandês colocou primeiro o seu braço no médio espanhol e este fez depois o mesmo. A imagem não foi clara a cem por cento (nenhuma das imagens o foi), mas evidenciou os braços dos dois jogadores colocados no corpo um do outro. Pode ter havido agarrão de um deles ou de ambos. Quando caíu, o avançado holandês já estava nas costas de Rakitic.
Aceitamos a decisão da equipa de arbitragem, que considerou aquela “disputa de braços” legal.

 

De resto, o critério pareceu sempre desfasado, com uma proteção anormal ao mais forte.

Houve medo e fragilidade demais. Houve jogo a mais e árbitro a menos. Não é suposto ser assim.

Não gostámos.

 

Imagens: Sportv

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