A ARBITRAGEM DE BASILEIA

Não foi uma boa arbitragem, a que o muito experiente Craig Thomson protagonizou ontem, em Basileia.

O estilo britânico não justifica tudo e houve situações claras que não tiveram a sanção devida.

 

Fica a opinião das que foram mais relevantes, no nosso entender:

Lang abordou a jogada com Raul, de braços abertos. A bola, depois de um ressalto inesperado no avançado do Benfica, tocou claramente no seu braço direito. Lance de análise difícil, por questões puramente técnicas: por um lado, a lei diz que a volumetria injustificada das mãos/braços deve ser punida (e aqui houve claramente volumetria anormal); por outro, refere que um lance inesperado, de bola no braço, não deve ser sancionado. Este terá sido o grande dilema da equipa de arbitragem: pesar duas realidades numa só jogada. Entendemos a dúvida, mas na televisão e vendo o desenho do incidente ao pormenor, dá a sensação que houve “braço a mais” para o que era necessário naquele movimento defensivo. A marcação do pontapé de penálti teria sido a melhor opção.

 

Fejsa, embora sem intenção (que não precisa de ter para efetuar este tipo de infração), tocou com o joelho direito no pé esquerdo do suiço Oberlin. O penálti foi bem assinalado e o lance, nas imagens, é evidente. De acordo com alteração recente na lei (desta época), este lance já não é passível de advertência: aliás, qualquer falta passível de pontapé de penálti, em que exista corte de um ataque prometedor quando o defesa apenas tente disputar o lance/bola, deixa de ser penalizado com cartão amarelo. Foi aqui o caso.

 

Lance dividido em dois momentos: primeiro, agarrão a André Almeida que ficou por assinalar. O lance ocorreu mesmo junto ao árbitro assistente, que estava “obrigado” a dar a melhor indicação ao seu colega de campo. Era passível de pontapé livre direto e cartão amarelo.

Depois, a atitude irrefletida de André Almeida, que excedeu-se na reação/frustração da decisão anterior e cometeu falta grosseira sobre o seu adversário. Esta infração, desnecessária e evitável, não tinha qualquer outra solução que não fosse o cartão vermelho direto. Aí bem exibido.

 

Wolfswinkel rematou contra o pé de Samaris, que embora com impetuosidade, chegou primeiro ao lance. O holandês do Basileia, que queria rematar à baliza, acertou com estrondo no pé do médio encarnado, que já estava no solo.

Estes lances originam, por vezes, erros de análises, porque levantam a questão: quem faz falta? Quem recebe o pontapé por ter-se antecipado ou quem rematou, acertando nesse pé sem qualquer intenção? A resposta é só uma: faz falta quem pontapeia. Não é necessário que exista intenção aqui.

Lance bem decidido pelo internacional escocês.

 

Imagens: Sportv

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