12 FACTOS E 10 SOLUÇÕES PARA O FUTEBOL PORTUGUÊS

Factos e soluções:

FACTOS

⁃ O momento atual do futebol português é mau.

⁃ Os árbitros têm cometido erros. Mais do que se esperava e desejava e isso não pode nem deve ser branqueado.

⁃ A videotecnologia surgiu a pedido das mesmas pessoas que agora a criticam ferozmente.

⁃ A videotecnologia é fundamental, deve continuar mas é justo reconhecer que o seu crescimento tem sido mais atribulado do que se pretendia e desejava.

⁃ Também por isso mas não só, o ruído exterior continua a atingir níveis inaceitáveis.

⁃ A sensação de impunidade sobre quem o promove e mantém também.

⁃ Os campeonatos de sucesso são constituídos por equipas que um dia tiveram a inteligência estratégica de abdicar dos seus interesses para servir os interesses maiores do futebol.

⁃ O nosso não é assim porque o fosso entre as equipas ditas grandes e todas as outras é enorme e tende a aumentar.

⁃ Esse fosso é cavado por quem escolhe alimentar uma visão tripartida da competição.

⁃ Essa visão serve muitos interesses e muitas pessoas mas prejudica muitas mais.

⁃ Esses interesses promovem cada vez mais conflito e instabilidade porque sobrevivem à custa de uma guerrilha feia e não de uma sã rivalidade.

⁃ Tudo isto resulta numa liga enfraquecida, cada vez mais distante das grandes competições internacionais e das receitas que elas proporcionam.

 

SOLUÇÕES

⁃ Que se promova uma espécie de “Football Talks” nacional, onde todas as partes com responsabilidade direta/indireta no jogo se sentem e reflitam, apresentem as suas ideias, aprovem medidas concretas e apliquem-nas tão breve quanto possível.

⁃ Que as mesmas partes assinem uma espécie de “compromisso de honra” onde se obriguem a manter, até ao fim da época, comportamento de respeito perante a competição e todos os seus agentes.

⁃ Que se redija um código de conduta, proposto e ratificado por todos, com um conjunto de valores e princípios a manter em todos os momentos, durante todas as épocas.

⁃ Que se continuem a introduzir alterações regulamentares no sentido de reforçar a punição aos agentes desportivos que tenham ou mantenham comportamentos inadequados, inflamatórios, provocatórios, ofensivos, injuriosos ou grosseiros.

⁃ Que exista coragem do estado português em apoiar a implementação das propostas sugeridas, em sede própria, pelo Presidente da FPF.

⁃ Que essas medidas visem, essencialmente, afastar dos estádios todos os que não vão ao estádio ver futebol.

⁃ Que FPF e Liga de Clubes criem comissões de trabalho com o objetivo de apresentar medidas que tornem o nosso campeonato num produto mais rentável. Que essas medidas tenham sempre em conta o todo e nunca a parte.

⁃ Que as mesmas estruturas criem condições económicas (redução de custo dos bilhetes, por exemplo) e sobretudo de segurança para que cada vez mais pessoas/famílias vão aos jogos assistir ao espetáculo chamado futebol.

⁃ Que as mesmas estruturas encontrem formas criativas de valorizar o jogo em si, de forma a torná-lo cada vez mais apetecível para jogadores de qualidade, aumentando assim o interesse competitivo e tudo o que ele atrai depois: maior mediatismo, mais patrocinadores, novos parceiros e, naturalmente, mais receitas.

 

Qualquer um faria este diagnóstico e muitos já sugeriram medidas idênticas.
A diferença é que quem opina só pode fazer uma coisa: dar ideias. Nada mais.

A distância entre a utopia e a realidade é quase sempre psicológica. Na verdade, quase tudo na vida está a um pequeno passo chamado… vontade.

De que é que estamos à espera?

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